Publicado em 13/07/2026 às 14h36.

Lula defende novo modelo de combustível e volta a criticar Trump nos EUA

A declaração foi feita durante evento na Divisão de Motores e Veículos do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT)

Luana Neiva
Foto: Divulgação/Casa Branca

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta segunda-feira (13), que os países invistam em um novo modelo de matriz energética e reforçou críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao afirmar que o líder norte-americano não reconhece a gravidade das mudanças climáticas.

A declaração foi feita durante evento na Divisão de Motores e Veículos do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Caetano do Sul (SP). Ao abordar o futuro dos combustíveis, Lula afirmou que a comunidade internacional precisa avançar na adoção de alternativas mais sustentáveis.

“A gente tem que brigar para fazer com que o mundo adote um outro modelo de combustível”, declarou o presidente.

As declarações ocorrem em um momento delicado das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro entra na reta final das negociações para evitar a aplicação de tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros. Até a próxima quarta-feira (15), a administração dos Estados Unidos deverá decidir se adota uma tarifa de 25% contra o Brasil com base na investigação conduzida pela chamada Seção 301.

Na última sexta-feira (10), Lula reuniu ministros no Palácio do Planalto para definir a estratégia brasileira para os últimos dias de negociação. Segundo fontes do governo, a avaliação é de que as conversas com representantes norte-americanos enfrentam dificuldades, influenciadas tanto pelo histórico de negociações da gestão Trump quanto por declarações recentes do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

“Tenho conversado com os brasileiros. Temos tentado negociar. Acredito que ainda há uma grande distância entre nós; portanto, vocês verão uma decisão final sobre o Brasil muito em breve, pois temos um prazo legal que se encerra em 15 de julho”, disse Greer em entrevista concedida na quinta-feira (9).

Apesar do cenário considerado desafiador, Lula decidiu manter a estratégia adotada pelo governo brasileiro nas negociações. A orientação é preservar o diálogo técnico, sem aceitar concessões em temas considerados estratégicos para o país.

Entre os assuntos que continuarão fora das tratativas, segundo integrantes do governo, está a revisão das tarifas aplicadas ao etanol, uma das principais demandas apresentadas pelos Estados Unidos.

Luana Neiva
Jornalista formada pela Estácio Bahia com experiências profissionais em redações, assessoria de imprensa e produção de rádio. Possui passagens no BNews, iBahia, Secom e Texto&Cia.

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