Publicado em 02/04/2026 às 12h54.

Lula defende Pix após relatório dos EUA e promete melhorias no sistema

Lula afirmou que o “Pix é Braisleiro” e afirmou que o sistema não vai mudar para agradar os interesses dos EUA

Heber Araújo / Lula Bonfim
Foto: Bahia.Ba

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (2), as transações bancárias via Pix. O formato de transferências tem sido criticado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, na quarta-feira (1º), divulgou um relatório no qual apontou que a prática seria desleal e prejudicial para as gigantes de cartão de crédito.

Em seu discurso em Salvador, o presidente do Brasil exaltou o Pix como uma criação brasileira e prometeu que continuará desenvolvendo o sistema para atender cada vez mais às necessidades da população.

“Saiu um relatório internacional dizendo que o Pix cria problema para o cartão de crédito. Mas é importante a gente dizer que o Pix é do Brasil e ninguém, ninguém vai fazer a gente mudar o Pix por outro serviço. O que nós podemos fazer é aprimorar, para que cada vez mais ele atenda às necessidades de mulheres e de homens deste país”, disse Lula.

Relatório dos EUA

Segundo o relatório divulgado pela Casa Branca, o sistema Pix é desfavorável e prejudicial para empresas de cartão de crédito, como Visa e Mastercard. Conforme o documento, stakeholders dos EUA apontam que o controle do Banco Central sobre o sistema de transferências bancárias é prejudicial para empresários americanos.

“O Banco Central criou e regula o Pix; stakeholders dos EUA temem que o BC dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos. O uso do Pix é obrigatório para instituições com mais de 500.000 contas”, diz um trecho do documento.

Essa não é a primeira vez que Trump critica o Pix. Em julho de 2025, o norte-americano já havia apontado riscos do modelo para empresas dos Estados Unidos. Na ocasião, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA também se manifestou e apontou práticas consideradas desleais por parte do Brasil.

“O Brasil parece se envolver em uma série de práticas desleais em relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, declarou.

Heber Araújo
Formado em jornalismo pela Unijorge e pós-graduado pela Faculdade Olga Mettig, exerce a função de repórter de Política no bahia.ba. Anteriormente, teve passagem pelo Muita Informação e pelo BNews. Também já atuou como assessor de imprensa para a prefeitura de Salvador e ONGs.

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