Publicado em 08/11/2019 às 18h31.

Lula: ‘Haddad seria nosso presidente se não fosse roubado’

"Se pegar o Moro e o Dallagnol e bater em um liquidificador, não dá 10% da honestidade que eu tenho", disse o ex-presidente após deixar a sede da PF

Redação
Foto: Gibran Mendes/CUT Paraná
Foto: Gibran Mendes/CUT Paraná

 

Solto na tarde desta sexta-feira (8), o ex-presidente Lula discursou num palanque montado próximo à sede da Polícia Federal, em Curitiba, e, ao cumprimentar o ex-prefeito de São Paulo e candidato derrotado à Presidência da República nas eleições de 2018, Fernando Haddad, aproveitou para provocar o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

“Quero cumprimentar nosso quase presidente, se não fosse roubado, Fernando Haddad”.

O ex-presidente criticou o ministro da Justiça, Sergio Moro, e o procurador da República no Paraná Deltan Dallagnol, que sucedeu Moro na chefia da Operação Lava Jato. “Se pegar o Moro e o Dallagnol e bater em um liquidificador ,não dá 10% da honestidade que eu tenho”.

Ao agradecer o apoio da militância que fazia vigília por sua liberdade, Lula falou sobre “um lado pode do Estado brasileiro”. “Todo santo dia, vocês eram o alimento da democracia que eu precisava para resistir à safadeza e à canalhice que um lado podre do estado brasileiro, da Justiça, do Ministério Público, da Polícia Federal, da Receita Federal que trabalharam para criminar o PT, criminar o Lula. Eles não prenderam um homem, tentaram matar uma ideia. E uma ideia não se mata, uma ideia não desaparece”.

Lula também criticou o governo de Jair Bolsonaro e a “precarização dos trabalhadores brasileiros”. “O povo está trabalhando de Uber, o povo está trabalhando de bicicleta entregando pizza, o povo está trabalhando sem nenhum respeito”.

Condenado em duas instâncias no caso do tríplex no Guarujá, no âmbito da Operação Lava Jato, Lula cumpria pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias. Agora, o juiz Danilo Pereira Jr. autorizou que Lula recorra em liberdade.

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