Publicado em 25/02/2026 às 18h10.

Marta Rodrigues vê condenação de Brazão como avanço no caso Marielle

Edil destacou que a sentença confirma que crimes cometidos contra mulher não podem ficar sem punição

Redação
Foto: Assessoria/Marta Rodrigues

A vereadora Marta Rodrigues (PT) avaliou nesta quarta-feira (25) que a condenação de Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco, representa um passo importante contra a impunidade, mas ressaltou que ainda faltam respostas sobre o crime.

“É, sim, uma vitória histórica. Depois de tantos anos de mobilização, de dor e de resistência, ver os responsáveis condenados é um passo fundamental. Mas ainda há perguntas que precisam ser respondidas. A sociedade brasileira tem o direito de conhecer toda a verdade sobre esse crime que abalou o país”, afirmou a edil.

Marta destacou que a sentença confirma que crimes cometidos contra mulheres que ocupam cargos de poder não podem ficar sem punição. Ela lembrou que a resposta institucional foi possível graças à pressão da sociedade, mas que a Justiça precisa ir além do veredito para investigar todas as circunstâncias que envolveram o assassinato.

“Esperamos que todos os pormenores sejam esclarecidos. A sociedade brasileira precisa saber exatamente quem articulou, quem financiou, todos os agentes e políticos que estavam por trás desse crime político brutal. Quais os agentes de Estado obstruíram as investigações e o porquê. A Justiça completa é aquela que não deixa nenhuma pergunta sem resposta”, disse ela.

Segundo a vereadora, a demora de oito anos para a condenação revela a existência de uma trama complexa, envolvendo a cúpula da Polícia Civil da época, políticos e uma rede de matadores de aluguel com conexões com o crime organizado. “Esperamos que essa decisão inspire o mesmo empenho em outros casos de feminicídio e de violência política. A punição precisa ser regra, não exceção. Cada caso que fica sem resposta enfraquece a democracia”, continuou..

Marta Rodrigues ainda lembrou que Marielle Franco foi assassinada por enfrentar estruturas de poder e ocupar um espaço historicamente negado às mulheres negras e periféricas. “Tentaram silenciá-la, mas o legado que ela deixou é maior que qualquer tentativa de apagamento. Ela deixa um encorajamento permanente e uma corrente firme de mulheres e homens que seguem lutando por justiça, igualdade e respeito à vida”, concluiu.

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