Publicado em 12/08/2020 às 06h15.

Mesmo com debandada, Paulo Guedes não deve deixar o governo

Aliados dizem que o ministro da Economia "tem consciência de que é o pau da barraca" de Bolsonaro

Redação
Paulo Guedes, Minister of Economy of Brazil, speaking during Challenging the Dominance of the Dollar session at the World Economic Forum Annual Meeting 2020 in Davos-Klosters, Switzerland, 23 January. Congress Centre / Sanada. Copyright by Ciaran McCrickard/ World Economic Forum/ Fotos Públicas
Paulo Guedes, Minister of Economy of Brazil, speaking during Challenging the Dominance of the Dollar session at the World Economic Forum Annual Meeting 2020 in Davos-Klosters, Switzerland, 23 January. Congress Centre / Sanada. Copyright by Ciaran McCrickard/ World Economic Forum/ Fotos Públicas

 

Mesmo com a debandada que tem ocorrido dentro da pasta que comanda, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deve permanecer no governo de Jair Bolsonaro.

Segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, pessoas próximas a ele relatam cansaço com o acúmulo de frustrações, pela resistência do meio político em se engajar nas mudanças propostas, mas têm dito que não é hora de sair.

O diagnóstico que se consolida no entorno do ministro da Economia é o de que Jair Bolsonaro, embora diga apreciar alguns aspectos do liberalismo, não é um liberal.

Recentemente, dois auxiliares mais ligados à agenda liberal na pasta, Salim Mattar e Paulo Uebel, pediram demissão. Preocupa, mas não abala Paulo Guedes.

“PG não sai. Tem consciência de que é o pau da barraca”, disse Rubem Novaes, amigo do ministro e demissionário presidente do Banco do Brasil.

A saída de Salim pegou senadores, deputados e colegas do governo de surpresa. Em reuniões recentes, até na véspera, o então secretário de desestatização não deu sinais de que tomaria a decisão. Desconfiam que o estopim teria sido encontro com Bolsonaro na terça-feira (11).

Salim reclamava da dificuldade de avançar nas privatizações. Segundo relatos, Guedes estava insatisfeito com o auxiliar, que vinha travando queda de braço com Martha Seillier. Incorporada ao time em fevereiro e que comanda o PPI (Programa de Parcerias e Investimentos).