Publicado em 04/02/2026 às 11h51.

Metrô Campo Grande: Jusmari revela quem fará demolições de imóveis para nova estação

Segundo secretária, licitação via RDC agilizará obras do novo modal

Raquel Franco
Foto: Carolina Papa/bahia.ba

 

A secretária de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Jusmari Oliveira, afirmou que a demolição dos imóveis desapropriados pelo governo da Bahia para a construção da nova estação de metrô no Campo Grande será de responsabilidade da empresa vencedora da licitação. “Vai acontecer depois que nós licitarmos o projeto e a obra”, disse Jusmari em entrevista na manhã desta quarta-feira (4) durante agenda no Hospital Ana Nery, no bairro Caixa D’Água, em Salvador.

Como revelado pelo bahia.ba, os prédios em que hoje ficam a Fundação João Fernandes da Cunha, o Centro Público de Economia Solidária (Cesol) de Salvador, a loja Pet Canis, entre outros empreendimentos devem ser totalmente demolidos

“Como o governador disse, será uma licitação em RDC”, afirmou Jusmari. O RDC é uma modalidade de licitação instituída no Brasil pela Lei 12.462/2011 e regulamentada pela Lei nº 14.133/2021, a nova Lei de Licitações. Este modelo permite que o setor público realize contratações de forma mais ágil e simplificada para acelerar a execução de obras. “A empresa que vai ganhar essa licitação vai ser responsável pela execução da obra e consequentemente pelas desapropriações”, afirmou a secretária. 

Jusmari ainda revelou que estão previstas mais desapropriações de terrenos na região do Campo Grande para as obras da nova estação de metrô, mas serão poucas. “As desapropriações serão muito poucas, haverão, mas serão muito poucas por conta do formato da obra”, disse. Ela explicou que, apesar do porte da obra, o fato do túnel para os trens ser subterrâneo minimiza a necessidade de muitas expropriações. 

“Todas as obras grandes como o Tramo 4 [metrô do Campo Grande] necessitam de desapropriação. Ali na região elas serão mínimas porque todo o trajeto do trem será num túnel subterrâneo”, disse a secretária. Segundo ela, essa é uma das razões para a demora da conclusão do projeto. “É exatamente o cuidado desse túnel, porque ele vai estar sob várias edificações. Então nós temos que ter toda a segurança e dar toda a segurança”, declarou.

Segundo Jusmari, o governo está em fase de elaboração do projeto “com todas as tecnologias disponíveis no mundo, com todo o cuidado e com toda a responsabilidade”. Ela destacou o contraste entre o tamanho da obra e o impacto que causará. “Como o governador disse, é um trajeto pequeno, mas é um dos trajetos mais importantes para a mobilidade da nossa capital”, concluiu.

Raquel Franco
Natural de Brasília, formou-se em produção em comunicação e cultura e em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também é fotógrafa formada pelo Labfoto. Foi trainee de jornalismo ambiental na Folha de S.Paulo.

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