Publicado em 27/09/2016 às 07h50.

‘Montei uma quadrilha para tirar 36 milhões da miséria’, diz Lula

O petista justificou no Rio que as afirmações era um desabafo por estar "indignado" com o procurador Deltan Dallagnol, a quem se referiu como "um menino"

Redação
Foto: Glaucon Fernandes/Eleven/Estadão Conteúdo
Foto: Glaucon Fernandes/Eleven/Estadão Conteúdo

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta segunda-feira (26), durante um comício em apoio à candidatura de Jandira Feghali (PC do B) à Prefeitura do Rio, que não aceitava as ofensas de “um menino procurador” que o acusa de formar “uma quadrilha”. O petista justificou ao público que as afirmações era um desabafo por estar “indignado” com o procurador da República Deltan Dallagnol.

“Não posso aceitar as ofensas de um menino procurador que diz que formei uma quadrilha. Montei uma quadrilha, sim, para tirar 36 milhões de pessoas da miséria. Uma quadrilha que criou 22 milhões de empregos formais, colocou milhões de pessoas na classe média”, disse ao final do discurso. O ex-presidente disse ainda que percebe que existe “um ódio acumulado” dos procuradores por ele e que “o único mérito que eles têm é que são concursados”.

Há duas semanas, ele foi denunciado pela força-tarefa da Lava Jato sob acusação de comandar o esquema de corrupção na Petrobras e atuar, junto com a empreiteira OAS, no desvio de ao menos R$ 87,6 milhões da estatal. Segundo Dallagnol, “Lula era o maestro dessa grande orquestra concatenada para saquear os cofres públicos”, no entanto, repercutiu pela afirmação de que não existiam provas, mas sim convicção contra o ex-presidente. Os procuradores do MP depois disseram que a frase foi descontextualizada.

Com informações da Folha.

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Gerencie seus cookies ou consulte nossa política.