Publicado em 06/12/2019 às 11h56.

Mulheres brigam por mais espaço para brigar contra feminicídios e afins

Ontem a Assembleia reuniu mais de 500, entre elas a cantora Margareth Menezes, que não pretende disputar mandatos, mas se diz simpatizante à causa

Levi Vasconcelos
Imagem: Agora é que são elas/UOL
Imagem: Agora é que são elas/UOL

 

Ano passado a deputada Olívia Santana (PCdoB), presidente da Comissão das Mulheres na Assembleia, viu na Argentina um encontro de mulheres políticas, com mandato ou com a intenção de abocanhar um. Pensou: ‘Vou fazer isso na Bahia’. E fez.

Olívia considerou um dia histórico. Elas aprovaram o manifesto ‘Mais Mulheres no Poder’, que defende a paridade de gênero e cotas na política, a ser encaminhado a Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Senado, Câmara Federal, ONU Mulheres e PNUD.

Margareth

Ontem a Assembleia reuniu mais de 500, entre elas a cantora Margareth Menezes, que não pretende disputar mandatos, mas se diz simpatizante à causa:

– Eu vim cantar, mas também dizer que é importante esta caminhada até para conquistar mais respeito, lutar para acabar essa coisa triste chamada feminicídio.

Abaixo o laranjal

Também incisiva, Olívia Santana disse que chega dessa história de laranjal, de mulheres como candidatas só para engordar as finanças dos homens.

– Nós queremos é fundo eleitoral das mulheres igual ao dos homens, buscar a paridade. Só assim conquistaremos o respeito que merecemos.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

PUBLICIDADE