Publicado em 17/07/2019 às 10h57.

‘Não é nenhum trauma’, diz Rui sobre aumento da idade mínima para servidores

Petista minimizou a provável mudança proposta pela reforma da Previdência: "Tenho 56 anos, estou trabalhando, não sou aposentado"

Luiz Felipe Fernandez
Foto: Rodrigo Aguiar/Bahia.ba
Foto: Rodrigo Aguiar/Bahia.ba

 

O governador Rui Costa (PT) minimizou o provável aumento da idade mínima da aposentadoria para servidores públicos, proposto pela reforma da Previdência do governo Bolsonaro.

Na manhã quarta-feira (17), durante a inauguração de leitos no Hospital da Mulher, o petista admitiu estar mais preocupado com o financiamento do déficit previdenciário, do que com o aumento do tempo de contribuição daqueles que trabalham nos estados ou municípios.

Em entrevista ao bahia.ba, Rui lembrou que a expectativa de vida no Brasil tem aumentado, e que, atualmente, em nenhum país desenvolvido, há quem se aposente com “48 anos”. Para exemplificar, o petista se baseou na sua própria vida e resumiu: “Não tem nenhum trauma”.

“Tenho 56 anos, estou trabalhando, não sou aposentado. Hoje de manhã cedo estava correndo, malhando, fazendo exercício. Minha esposa estava pedindo, inclusive, um menino (risos). Eu me considero em plenas condições físicas, não vejo problema nenhum que ao invés de se aposentar com 48, se aposente com 53, 54, 55 anos”.

A nova regra proposta pelo governo Bolsonaro exige a idade mínima de 61 anos para os homens, e 56 para as mulheres, para para a aposentadoria. Em 2022, o limite aumentaria para 62 e 57, respectivamente. Além disso, é preciso que os homens tenham 35 anos de contribuição, enquanto as mulheres devem ter contribuído por 30 anos.

Para o petista, é fundamental concentrar esforços no financiamento do déficit previdenciário, que circularia em torno de R$ 4 bi, para ajudar a manter a Previdência durante o período. Rui também agradeceu o empenho dos deputados baianos, que ajudaram, por exemplo, na retirada da capitalização do texto, considerado pelo governador do Bahia como um “item extremamente prejudicial”.

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