Publicado em 22/08/2017 às 16h40.

Número de sepultamentos cresce 40% em 3 anos e Semop critica Estado

Violência e interdição do Cemitério Quinta dos Lázaros, em 2016, são apontadas por Marcus Passos como principais responsáveis pelo aumento de demanda nas necrópoles

Fernanda Lima
Foto: Reprodução/Flickr/Giselle Beiguelman
Foto: Reprodução/Flickr/Giselle Beiguelman

 

O número de sepultamentos nos cemitérios municipais cresceu aproximadamente 40%, de 2013 a 2016, em Salvador, segundo o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Passos.

A lotação fez surgir uma nova questão: além do medo da morte, os soteropolitanos têm que enfrentar também o receio de não ser enterrado quando chegar o derradeiro momento.

A interdição do Cemitério Quinta dos Lázaros, na Baixa de Quintas, em 2016, e o aumento da violência são apontados pelo titular da pasta como os principais responsáveis pela elevação da demanda nas necrópoles tuteladas pelo Executivo soteropolitano.

A abertura de novos espaços, no entanto, é vista com dificuldade por Passos: “O investimento seria muito caro, o ideal é aprimorar os que já temos”, disse, em entrevista ao bahia.ba. Um processo de licitação para fornecimento de 500 novas unidades verticais é planejado pela Semop a fim de atenuar a sobrecarga.

Parte da responsabilidade pelo contexto é atribuída ao governo do Estado. Na avaliação de Passos, “com a intervenção no Quinta dos Lázaros”, seria possível a reabertura do local e a promoção de novos sepultamentos. O cemitério foi fechado após algumas carneiras e muros desabarem no ano passado.

Atualmente, há nove cemitérios municipais, situados entre o Subúrbio Ferroviário Plataforma, Brotas e Itapuã. O enterro é pago, mas, quando não tem condições financeiras, a família pode solicitar gratuidade no serviço.

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