O estrago do óleo na pesca é gigantesco, diz Raimundo

    Como medir a dimensões desta tragédia?

    Presidente da Federação Bahiana da Pesca e deputado federal, Raimundo Costa (PL) diz que ainda não se avaliou a dimensão do estrago que o óleo no mar está causando, mas uma coisa é certa:

    – O estrago é gigantesco. Em 1999 houve aquele vazamento de óleo em São Francisco do Conde, e, mesmo depois do problema sanado, as pessoas se recusavam a comprar o peixe, com receio.

    Raimundo diz que esteve na Marinha e procurou saber se há o risco de contaminação dos estuários dos rios. É difícil, porque a correnteza empurra o óleo para fora, mas não se sabe. E também que a decisão da ministra Tereza Cristina (Agricultura), de antecipar o defeso, é pouca coisa.

    – O defeso tem curto prazo. Em São Francisco do Conde o problema demorou mais de três meses.

    Corona nas praias

    Não são só hoteleiros, barraqueiros e pescadores que sentiram o baque do óleo que emporcalha o nosso mar. A Ambev também. Com a marca Corona, junto à Parley for the Oceans, vai botar o time em campo para ajudar a remover a sujeira nas praias nordestinas que o Ibama indicar.

    Bruna Buás, diretora de marketing da Corona, diz que a parceria com a Parley era para catar plásticos, mas apareceu o óleo….

    Aves meladas

    Reginaldo Bispo dos Santos, o Regi (PRB), vereador em Maraú, diz que até agora o óleo que tanto emporcalha as praias nordestinas ainda não chegou à Baía de Camamu, mas já há sinais.

    Na Península de Maraú, a primeira praia oceânica na banda sul da Baía de Camamu, têm aparecido aves meladas de óleo, mortas:

    – O pessoal está creditando às correntes marítimas, que trazem os animais.

    Oxalá seja só isso.