Óleo deixou a má fama no peixe baiano; governo quer tirar

    "Normalíssimo. Peixe tinha gosto de peixe, e lagosta tinha gosto de lagosta", garante João Leão, após comer pescados baianos

    Foto: Matheus Morais/bahia.ba
    Foto: Matheus Morais/bahia.ba

     

    Ainda governador em exercício (Rui Costa chegou ontem e reassumiu o governo hoje), João Leão, ao lado do secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira, e do presidente da Bahia Pesca, Marcelo Oliveira, foi ontem ao Extremo Sul, na área de Alcobaça e Caravelas, onde fica Abrolhos, e voltou convencido de um fato: o governo precisa jogar pesado para tirar do pescado a má fama que o óleo alastrou.

    O fato: o óleo que borrifou os 1.100 quilômetros do litoral baiano, por conta do bombardeio midiático, impregnou no imaginário coletivo que o pescado está contaminado, e criou um caos para pescadores.

    Limpeza na Prime

    A Bahia Pesca está fazendo exames laboratoriais de ponta a ponta, mas ontem em Alcobaça, Leão, João Carlos e Marcelo degustaram peixes e lagostas pescados na área. E o próprio Leão atesta:

    — Normalíssimo. Peixe tinha gosto de peixe, e lagosta tinha gosto de lagosta.

    Segundo ele, a Prime Seafood, empresa que compra pescados na área em mãos de pescadores e exporta para os quatro cantos do mundo, inclusive para os EUA, está operando normalmente, pagando os mesmos preços de sempre, sem problemas.

    — A Prime é uma grande empresa, com 470 funcionários, tem laboratórios e capricha no rigor para assegurar qualidade internacional. Não há problema.

    Pois é. Noutros pontos, como em Camaçari, pescadores dizem que também estão consumindo o pescado. A questão é convencer o povo.