Publicado em 08/11/2019 às 19h26.

Óleo deixou a má fama no peixe baiano; governo quer tirar

"Normalíssimo. Peixe tinha gosto de peixe, e lagosta tinha gosto de lagosta", garante João Leão, após comer pescados baianos

Levi Vasconcelos
Foto: Matheus Morais/bahia.ba
Foto: Matheus Morais/bahia.ba

 

Ainda governador em exercício (Rui Costa chegou ontem e reassumiu o governo hoje), João Leão, ao lado do secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira, e do presidente da Bahia Pesca, Marcelo Oliveira, foi ontem ao Extremo Sul, na área de Alcobaça e Caravelas, onde fica Abrolhos, e voltou convencido de um fato: o governo precisa jogar pesado para tirar do pescado a má fama que o óleo alastrou.

O fato: o óleo que borrifou os 1.100 quilômetros do litoral baiano, por conta do bombardeio midiático, impregnou no imaginário coletivo que o pescado está contaminado, e criou um caos para pescadores.

Limpeza na Prime

A Bahia Pesca está fazendo exames laboratoriais de ponta a ponta, mas ontem em Alcobaça, Leão, João Carlos e Marcelo degustaram peixes e lagostas pescados na área. E o próprio Leão atesta:

— Normalíssimo. Peixe tinha gosto de peixe, e lagosta tinha gosto de lagosta.

Segundo ele, a Prime Seafood, empresa que compra pescados na área em mãos de pescadores e exporta para os quatro cantos do mundo, inclusive para os EUA, está operando normalmente, pagando os mesmos preços de sempre, sem problemas.

— A Prime é uma grande empresa, com 470 funcionários, tem laboratórios e capricha no rigor para assegurar qualidade internacional. Não há problema.

Pois é. Noutros pontos, como em Camaçari, pescadores dizem que também estão consumindo o pescado. A questão é convencer o povo.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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