Publicado em 20/08/2019 às 19h04.

Oposição decide não participar de reunião com Bruno Reis na Câmara

Oposicionistas marcaram presença no início do encontro, mas logo foram embora

Breno Cunha
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ bahia.ba
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ bahia.ba

 

O vice-prefeito Bruno Reis (DEM) não teve praticamente nenhuma dificuldade com os vereadores de oposição na Câmara Municipal, na tarde desta terça-feira (20), quando detalhou o projeto do BRT.

Isso porque os integrantes da bancada, sempre críticos em relação à gestão municipal, marcaram presença somente na abertura da reunião, por volta das 16h, mas logo foram embora. No encerramento da apresentação do secretário municipal de Infraestrutura, somente Marta Rodrigues (PT) estava na sala.

Com exceção de Marcos Mendes (PSOL), da bancada independente, só governistas fizeram perguntas a Bruno. Aladilce Souza (PCdoB), Silvio Humberto (PSB), Suíca (PT), Sidninho (Podemos) e a própria Marta não se inscreveram.

Questionada pelo bahia.ba sobre o motivo do silêncio, a petista esclareceu que foi assistir a apresentação somente. “Também não perguntei nada ao governador”, falou, referindo-se ao encontro na semana passada.

Já Mendes lamentou que outros colegas decidiram não participar ativamente do encontro, fazendo questões e tirando dúvidas com o vice-prefeito. Na sua vez, ele perguntou, dentre outras coisas, sobre uma investigação do TCU em relação ao BRT de Salvador. Bruno afirmou desconhecer qualquer ação da Corte sobre o tema.

O psolista também pontuou que o valor da obra é muito mais caro do que o de outras feitas no país. Bruno comparou o custo com o VLT e o metrô de Salvador e argumentou que o valor de R$ 46 milhões por quilômetro, do BRT, é menor que o gasto em outros modais.

Ele também discordou da crítica feita por Marcos Mendes, de que o BRT é um sistema ultrapassado em todo o mundo. “Talvez seja um preconceito por ter sido uma invenção nossa, uma solução caseira, criada aqui no Brasil. […] 55 cidades no mundo estão expandido o BRT”, destacou o vice-prefeito.

Apresentação de Bruno Reis

Durante a apresentação, Bruno afirmou que o Município planeja construir corredores de BRT “nos quatro cantos” da cidade e voltou a negar que o modal seja concorrente do metrô.

Antes de apresentar o projeto aos vereadores da capital baiana, Bruno citou pelo menos três corredores previstos pela prefeitura: Avenida Magalhães Neto – Avenida Luís Eduardo Magalhães – BR-324; Avenida Pinto de Aguiar – Gal Costa – Pirajá – Lobato; Avenida Orlando Gomes – Avenida 29 de Março – Águas Claras – Paripe.

“A ideia é ter trechos transversais que possam atender a cidade como um todo”, declarou.

Apesar das críticas feitas ao modal, Bruno explicou a preferência da prefeitura pelo BRT. “É um sistema moderno, em expansão no mundo. Mais de 167 cidades já aplicam. Comparado aos outros, é o modal mais barato, prático, fácil de operar, permite expansão maior e não iria segregar aquela região da cidade. Imagine passar um trilho no atual centro comercial da cidade”, defendeu, sobre o trecho Lapa-LIP.

O vice-prefeito também disse que intervenções de macrodrenagem realizadas durante a obra irão “resolver definitivamente” problemas de alagamento em regiões como a Avenida Juracy Magalhães. Além disso, avaliou que haverá “diminuição do impacto ambiental” devido aos ônibus elétricos.

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