Publicado em 20/03/2025 às 11h12.

‘Ouvir 100 pessoas em um bairro não é pesquisa’, diz Haddad após queda em sua aprovação

Segundo o ministro, o levantamento da Genial/Quaest poderia ter sido feito “em uma mesa de bar”

Redação
Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) criticou nesta quinta-feira (20) o levantamento da Genial/Quaest que apontou uma queda na aprovação de seu trabalho no mercado financeiro, indo de 41% em dezembro, para 10% em março. Segundo ele, a consulta não pode ser considerada uma pesquisa, pois não tem base amostral.

“Dizer que isso é uma pesquisa é dar um nome muito pomposo para uma coisa que deve ter sido feita em 15 minutos ali, num bairro”, disse Haddad, no programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC. “Uma pesquisa com 100 pessoas, não dá para dar o nome de pesquisa. Isso você faz em uma mesa de bar.”

Segundo matéria do InfoMoney, Haddad argumentou que uma pesquisa deste tipo teria mais peso se fosse realizada no Congresso Nacional, por exemplo, já que são “pessoas com mandato”. O ministro ainda relativizou o resultado negativo e afirmou que na vida pública existem “altos e baixos” e que “consertar o país é difícil”.

Ele pontuou a dificuldade em fazer com que diferentes pessoas convirjam para um mesmo projeto, e que a solução para a economia brasileira é fortalecer as instituições e chegar a um acordo dos Poderes da República.

O levantamento criticado por Haddad ouviu 106 fundos de investimento com sede em São Paulo e no Rio de Janeiro entre 12 e 17 de março, tendo como público-alvo gestores, economistas e analistas. Segundo a pesquisa, 88% desse público avalia o governo Lula negativamente, e apenas 4% têm visão positiva.

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