Publicado em 09/08/2022 às 20h20.

Paulo Magalhães Jr. sobre derrubada de veto: ‘Geraldo Jr. age como tirano’

O vereador apontou que, na votação, Geraldo considerou votos de vereadores da base como favoráveis à derrubada do veto

Redação
Foto: Divulgação/Assessoria
Foto: Divulgação/Assessoria

 

O vereador Paulo Magalhães Jr. (União Brasil), líder do governo na Câmara Municipal de Salvador, afirmou nesta terça-feira (9) que o presidente da Casa, Geraldo Júnior (MDB), age como “um tirano, um ditador, que não respeita o Regimento nem nenhuma lei apenas para atender aos seus próprios interesses”. O líder governista disse que a derrubada do veto sobre o projeto que trata dos agentes de endemias “foi feita de forma irregular sob a condução de Geraldo”.

“O que Geraldo está fazendo é criminoso e muito grave, sem quaisquer precedentes na história da Câmara. Nunca houve um presidente que descumpriu tanto o Regimento e a Lei Orgânica do Município. Geraldo age como um tirano, um ditador, que não respeita nenhuma lei apenas para atender aos seus próprios interesses”, criticou.

Paulo Magalhães Jr. apontou que, na votação, Geraldo considerou votos de vereadores da base como favoráveis à derrubada do veto. Antes, contudo, o líder da bancada registrou em ata que, caso uma votação fosse realizada, eles votariam contra. Além disso, segundo ele, para derrubar o veto, Geraldo precisaria de 22 votos favoráveis, o que não aconteceu.

“Geraldo perdeu completamente o senso de responsabilidade. Ele está fazendo palanque eleitoral aqui na Câmara Municipal, e isso é inadmissível. A Justiça da Bahia e o Ministério Público precisam se pronunciar sobre o que está acontecendo. Isso que aconteceu aqui hoje foi um crime, uma ilegalidade, improbidade administrativa”, salientou.

Regimento

Paulo Magalhães Jr. pontuou ainda que Geraldo Jr. “vem descumprindo o Regimento e a Lei Orgânica com frequência, ao listar a reeleição do emedebista para a presidência da Casa, que não permitida pela Constituição, e a formação das comissões, sem respeitar a proporcionalidade partidária”. Além disso, citou o jabuti incluído por Geraldo no projeto que trata dos agentes de endemias, “desrespeitando um acordo construído com a própria categoria”.

“Nós lamentamos que Geraldo esteja usando de maneira covarde e cruel a boa vontade destes profissionais. Geraldo está vendendo um conto do vigário para os agentes de endemias, se aproveitando deles para atender aos seus interesses como candidato a vice-governador do PT. A Prefeitura segue disposta a negociar um reajuste que valorize a categoria e que, ao mesmo tempo, seja exequível, seja possível pagar com responsabilidade”, salientou.

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