Publicado em 06/02/2026 às 11h15.

Polícia Civil admite monitoramento indevido de aliado de João Campos

Investigação teria ocorrido de forma indevida, após denúncias de anônimas

Redação
Foto: Reprodução redes sociais

 

A Polícia Civil de Pernambuco (PC-PE) afirmou, formalmente, a inexistência de qualquer procedimento investigativo que amparasse a Operação Nova Missão. A ação levou ao monitoramento de um secretário da prefeitura de Recife, gerida por João Campos (PSB). 

O caso gerou críticas do prefeito, que apontou caso de perseguição política. João Campos é visto como o principal rival da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), nas eleições deste ano.

Em ofício encaminhado ao escritório Lacerda e Trindade Advogados Associados, a corporação da PC-PE afirmou que não houve registro de boletim de ocorrência, instauração de Verificação Preliminar de Informação (VPI), designação formal de delegado ou agente, nem abertura de processo administrativo ou criminal relacionado ao caso. O documento foi assinado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Pernambuco, Felipe Monteiro Costa.

Após o caso ser revelado, em uma reportagem desenvolvida pela Record TV, a PC havia afirmado que as investigações teriam ocorrido após denúncias anônimas de que um secretário da gestão João Campos estaria envolvido em um esquema de corrupção. Ele foi investigado e chegou a ter o carro que utilizava monitorado.

Após a confirmação da Polícia Civil, o prefeito João Campos usou as redes sociais para se manifestar sobre o caso. “Se havia dúvida para alguém… A própria Polícia Civil admitiu a clandestinidade de uma operação ilegal e com fortes indícios de uso político”, escreveu.

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