Publicado em 06/04/2020 às 14h06.

Prefeitos e vereadores no fogo do corona: entre acertos e safadezas

Tem até vereador que entrou com um mandado de segurança para garantir um aumento que ainda está prometido

Levi Vasconcelos
Foto: Reprodução/TRE
Foto: Reprodução/TRE

 

Com a ressalva de que convém replicar a velha máxima, a política não é a atividade mais descarada, é apenas a mais escancarada. Alguns dos atos, bons e ruins, praticados por prefeitos e vereadores, traçam um painel sobre os humores dos nossos representantes.

No bloco dos maus exemplos, Itapitanga saiu na frente. Lá, o último ato dos vereadores antes de entrar em isolamento foi justamente aumentar os salários deles de R$ 5.950 para R$ 6.450. Em Santa Luz, aumento geral.

Mas cara de pau mesmo foi o vereador Romilson Cedraz (DEM), de Valente, que entrou com um mandado de segurança para garantir um aumento que ainda está prometido. Para o bem do bom senso, a juíza Renata Furtado Foligno negou. Ou melhor, mandou ele tomar juízo.

Dias difíceis

— Noutra ponta, prefeitos como Antonio de Anízio (PP), de Itacaré; Marcos Ailton (PP), de Lençóis; Eduardo Vasconcelos (PSB), de Brumado; e Gilberto Brito (PSB), de Paramirim; reduziram os salários em nome da crise.

Num ano eleitoral, lógico que o tiroteio segue. Adversários apontam demagogia, mas Gilberto Brito, que ganha R$ 15 mil e vai abrir mão da metade, garante que com ele, não.

— Estou com a mão na cabeça. Tenho aqui um pequeno hospital de 20 leitos, e ainda recebo pacientes de Érico Cardoso, Caturama, Rio do Pires e Botuporã. O vírus não chegou aqui, mas já está em Brumado, a 108 km. Teremos dias difíceis.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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