Publicado em 17/01/2022 às 17h50.

Prefeitos querem negociar subsídio para o transporte com Bolsonaro

Municípios defendem auxílio federal para conter aumento na passagem do transporte coletivo

Redação
Foto: Bruno Concha/Secom
Foto: Bruno Concha/Secom

 

Com a intenção de negociar um subsídio federal para o transporte urbano, os prefeitos das principais capitais e grandes cidades do país solicitaram, nesta segunda-feira (17), uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Pressionados pelo aumento do diesel utilizado nos ônibus e pelos reajustes salariais dos trabalhadores do setor, tanto os municípios quanto as empresas prestadoras de serviço alegam que a União deveria ao menos custear gratuidades do sistema, o que custaria em torno de R$ 5 bilhões por ano.

Em ofício, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) alega ser necessária a “instituição de um programa emergencial de assistência financeira imediata para minimizar os reajustes nas tarifas do transporte público”.

Por isso, a organização pede uma audiência com Bolsonaro da qual participariam os prefeitos de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB); do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD); de Curitiba, Rafael Greca (DEM); de Salvador, Bruno Reis (DEM); de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB); de São José dos Campos, Felício Ramuth (PSDB); e de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB).

Desde novembro até a última sexta-feira (14), 43 municípios, incluindo quatro capitais, reajustaram as tarifas de ônibus em índices que variam de 2% a mais de 50%, de acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

Em todo o país, o sistema de transporte tem custo estimado em R$ 40 bilhões, dos quais metade se refere a despesas de mão de obra e quase 27% ao preço do diesel. Fora isso, empresários do setor observam que as gratuidades já representam 20% dos passageiros transportados.

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