Publicado em 10/07/2026 às 14h45.

Presidente do Conselho de Ética diz que não foi notificado sobre caso Binho Galinha

O processo depende da indicação dos novos integrantes pelas lideranças partidárias

Luana Neiva
Divulgação/AL-BA

 

Após a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) informar, nesta sexta-feira (10), que a situação do deputado estadual Binho Galinha (Avante), condenado a 36 anos e 9 meses de prisão no âmbito da Operação El Patrón, foi encaminhada ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, o presidente do colegiado, deputado Vitor Bonfim, afirmou que ainda não foi oficialmente comunicado sobre a tramitação do processo.

Segundo Bonfim, até o momento, na condição de presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, ele não foi formalmente cientificado sobre o encaminhamento do caso ao colegiado.

O parlamentar explicou ainda que, em razão das mudanças partidárias ocorridas durante a janela partidária, a composição do Conselho de Ética precisa ser atualizada. O processo depende da indicação dos novos integrantes pelas lideranças partidárias.

De acordo com Vitor Bonfim, assim que a composição do colegiado for regularizada e os encaminhamentos formais forem concluídos, o caso será analisado com responsabilidade institucional, serenidade e observância ao Regimento Interno da Assembleia Legislativa da Bahia.

Entenda 

Binho Galinha foi condenado nesta quinta-feira (9) a 36 anos e 9 meses de prisão por crimes relacionados à posse irregular de armas de fogo e à manutenção de armamentos adulterados. A sentença foi proferida pela Justiça no âmbito da Operação El Patrón.

Além do deputado estadual, outras quatro pessoas também foram condenadas. A esposa do parlamentar, Mayana Cerqueira da Silva, recebeu pena de 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial aberto, por manter e transportar irregularmente uma pistola calibre 9mm de uso restrito.

Luana Neiva
Jornalista formada pela Estácio Bahia com experiências profissionais em redações, assessoria de imprensa e produção de rádio. Possui passagens no BNews, iBahia, Secom e Texto&Cia.

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