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Publicado em 02/01/2026 às 11h11.

Prisão de Filipe Martins ocorreu por causa de e-mail; entenda

Após prisão preventiva de ex-assessor de Bolsonaro, bolsonaristas se manifestaram e cobraram o impeachment de Moraes

Heber Araújo
Foto: Reprodução/Instagram

 

A prisão preventiva do ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, foi causada por um e-mail enviado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. De acordo com a CNN, o correio eletrônico foi enviado ao magistrado com imagens da movimentação dele na rede social LinkedIn.

Filipe Martins foi preso preventivamente nesta sexta-feira (2), por determinação de Moraes, após o ministro não aceitar a justificativa da defesa de quem teria mexido no perfil do ex-assessor seriam os próprios advogados.

O autor do e-mail ainda questiona a movimentação de Martins na rede social, visto que estava proibido, devido às medidas cautelares impostas a ele. O ex-assessor foi condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista, tendo uma das maiores penas do processo.

Entretanto, a prisão desta data não se trata do início do cumprimento da pena, que ainda está na fase de recursos. A previsão é que, já na semana que vem, seja declarado o trânsito em julgado e Martins possa ter a prisão preventiva convertida em definitiva.

Reação de bolsonaristas

Após a determinação de Moraes, o deputado federal Nikolas Ferreira lamentou o ocorrido e acusou a “falência do sistema” em publicação feita nas redes sociais. Ele ainda cobrou que o ministro da Suprema Corte seja retirado do poder para que a “perseguição possa ter um fim”.

“Enquanto Jair Bolsonaro enfrenta 153 dias de um cárcere severo, com a saúde debilitada e restrições que impedem até o contato familiar básico, a tirania de Alexandre de Moraes inova no absurdo ao prender Filipe Martins por conta de uma suposta pesquisa no LinkedIn”, escreveu.

“É a falência do sistema ver alguém ser encarcerado por uma denúncia de uma suposta busca, mesmo cumprindo todas as cautelares a ele impostas a mais de 560 dias. Repito: Ou o Senado retira Alexandre de Moraes, ou essas perseguições não terão fim”, concluiu.

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