Publicado em 03/12/2015 às 17h23.

PT da Bahia articula movimentações pró-Dilma em todo Estado

Executiva estadual se reúne na próxima segunda (7), com os diretórios municipais, deputados e membros da base aliada para traçar ações em favor da presidente

Hieros Vasconcelos

 

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, viaja para São Paulo nesta sexta-feira (4), onde vai se reunir com a executiva nacional da sigla, para discutir a conjuntura atual e a postura dos diretórios nas próximas semanas, diante da autorização para o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados. “Vamos fazer uma movimentação contra essa manobra, que é uma tentativa de golpe, que não tem amparo legal”, criticou o dirigente, em entrevista ao bahia.ba.

Segundo o chefe petista na Bahia, a executiva estadual também vai se encontrar na segunda-feira (7), às 10h, em Salvador, com a bancada baiana do PT no Congresso, parlamentares estaduais e líderes da base aliada, a fim de traçar estratégias de atuação em todo o estado.

Na pauta, a organização de uma série de movimentações “em defesa da democracia”, inclusive com o apoio dos movimentos sociais já conhecidos, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT). Conforme Everaldo, a CUT fará uma plenária, também na segunda (7), para definir o cronograma.

Ao bahia.ba, ele explicou que o objetivo será a preparação da base para o embate político que o governo vai travar com a oposição no estado, quarto maior colégio eleitoral do Brasil, onde o PT teve expressiva votação.

“Vamos convidar todos os senadores [Lídice da Mata (PSB), Walter Pinheiro (PT) e Otto Alencar (PSD)] para essa reunião, para nos articularmos e mostrarmos à população baiana que esse impeachment não tem base política. Vamos fortalecer o debate que há na sociedade, que é da busca do equilíbrio econômico”, argumentou.

Embora afirme que o principal objetivo é defender o Estado Democrático de Direito, Everaldo não poupa críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). “Não podemos em um país como o Brasil ser manipulado por alguém que tem comprovadamente envolvimento com a corrupção. Nem o PT, nem a sociedade podem ser chantageados por um cidadão que comprovadamente se envolveu em irregularidades, aproveitando do cargo para chantagear partidos e pessoas”, acusou.

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