Publicado em 24/03/2025 às 13h38.

PT organiza transmissão no STF para desgastar Bolsonaro durante julgamento

O partido de Lula planeja usar cobertura ao vivo e comentários de juristas para enfraquecer a imagem do ex-presidente durante análise de denúncia sobre suposto golpe.

Redação
Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

O PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, organizou um esquema no Supremo Tribunal Federal (STF) para transmitir os julgamentos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Corte agendou para terça (25) e quarta-feira (26) a análise da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá se o ex-presidente e outros sete acusados de envolvimento em uma possível trama golpista se tornarão réus.

Nos bastidores, o PT acredita que a popularidade de Bolsonaro ainda não foi afetada pela suposta tentativa de golpe, com o uso da máquina pública para se manter no poder. O partido acredita que a avaliação positiva de Bolsonaro começará a cair de fato quando o caso for transmitido ao vivo e amplamente divulgado nas redes sociais à medida que o processo avance na Corte.

O secretário de Comunicação do PT, deputado Gilmar Tatto (SP), afirmou ao Metrópoles que haverá uma mobilização do partido nesta semana. Nas manhãs de terça e quarta-feira, ele se reunirá com o presidente da legenda, senador Humberto Costa (PE), para coordenar a transmissão.

O PT contará com uma equipe de juristas comentando o caso, pronta para gerar conteúdo viral, com explicações técnicas contra Bolsonaro. Entre os especialistas, está o ex-procurador do Estado de São Paulo, Pedro Serrano, ligado ao grupo de advogados Prerrogativas. A cobertura do julgamento também incluirá uma equipe de reportagem na frente do STF.

Além disso, o partido solicitou ao STF o credenciamento de profissionais para cobrir o julgamento, e pretende utilizar as transmissões em rede aberta, com possibilidade de retransmissão no YouTube e outras redes sociais, para criar um clima similar ao da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19.

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