Publicado em 14/07/2026 às 19h35.

Roberta Roma mostra otimismo com ACM Neto e cobra imparcialidade do Poder Judiciário

Parlamentar também destacou o crescimento da oposição no interior do estado

Otávio Queiroz / Gabriela Encinas
Foto: Gabriela Encinas/bahia.ba

 

A deputada federal Roberta Roma (PL-BA) demonstrou forte otimismo em relação ao cenário político baiano para as eleições de 2026. A parlamentar destacou o crescimento da oposição no interior do estado e defendeu que o nome do pré-candidato ao governo, ACM Neto (União Brasil), representa o desejo de alternância de poder na Bahia após duas décadas de gestões do Partido dos Trabalhadores (PT).

“Estou muito esperançosa em torno do nome de ACM Neto no interior do estado. Eu tenho rodado muito, tenho ouvido muitas pessoas com um sentimento de mudança no coração”, afirmou a deputada.

“Eu acho que 2026 vai ser uma eleição muito importante, vai ser um marco da nossa Bahia. Podemos ter uma grande mudança desses 20 anos governados pelo PT. A gente vai ter, se Deus quiser, a nossa Bahia e o nosso Brasil em uma nova fase.”

Roberta Roma elogiou a articulação da chapa majoritária e a postura do ex-prefeito de Salvador, pontuando que ele transmite “alegria” e “esperança”, além de carregar uma “marca de competência na sua gestão”.

Apesar do entusiasmo, a deputada pregou cautela ao avaliar o cenário eleitoral, rejeitando qualquer clima de “já ganhou” e evitando focar nas estratégias governistas. “Eu vejo uma eleição muito disputada. Temos muita humildade e trabalhando muito em nossa campanha”, ponderou.

“Do lado de lá eu realmente não acompanho. A gente está fazendo uma campanha muito bonita, uma campanha de muita proposição. Sem olhar para o lado de lá, mostrando a capacidade de gestão com todos os nomes que estão nesse projeto”.

Cobrança ao TCE

A parlamentar também foi questionada sobre o andamento do processo no Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) envolvendo a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste em 2020, contrato de R$ 48,7 milhões que teve parecer de auditoria recomendando a reprovação das contas do ex-governador e atual ministro Rui Costa (PT).

Sem hesitar, a deputada defendeu a punição dos responsáveis, independentemente de filiação partidária. “Tem que pagar, né? Se deve à Justiça, tem que pagar. Independente do partido ou político. A gente tem que ter uma justiça que seja parcial e justa”, disparou.

Críticas ao Judiciário

Outro ponto abordado por Roberta Roma foi a restrição imposta ao senador Flávio Bolsonaro (PL) de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre medidas restritivas. A deputada traçou um paralelo com o período em que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso em Curitiba para apontar uma suposta parcialidade do Judiciário.

“São dois pesos e duas medidas, né? A prisão do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva tinha direito a fala, tinha direito a entrevista, tinha porta-voz, e agora com o ex-presidente Bolsonaro é essa perseguição política”, criticou a parlamentar, concluindo que “a justiça precisa ser neutra e tratar de forma igualitária”.

Otávio Queiroz
Soteropolitano com 7 anos de experiência em comunicação e mídias digitais, incluindo rádio, revistas, sites e assessoria de imprensa. Aqui, eu falo sobre Cidades e Cotidiano.

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