Publicado em 04/02/2026 às 16h20.

Robinson Almeida pede audiência sobre possível greve da Coelba no Carnaval

O parlamentar criticou a postura da empresa, controlada pelo grupo Neoenergia e classificou como falta de sensibilidade

Redação
Foto: Luana Neiva/bahia.ba

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) protocolou na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) um requerimento para a realização de uma audiência pública com o objetivo de discutir a possível greve dos trabalhadores da Coelba, diante do impasse nas negociações salariais com a concessionária.

Segundo o parlamentar, que coordena a Subcomissão responsável pela fiscalização do contrato de concessão da Coelba, a paralisação pode comprometer o fornecimento de energia elétrica em pleno Carnaval, período de alta demanda e grande impacto econômico e social para o estado. Ele criticou a postura da empresa, controlada pelo grupo Neoenergia, e classificou como falta de sensibilidade a recusa em negociar com os trabalhadores ativos e aposentados.

“A Coelba tem ignorado uma pauta legítima dos trabalhadores e coloca em risco um serviço essencial, ameaçando uma paralisação justamente no Carnaval, quando a Bahia mais precisa de segurança energética”, afirmou o deputado, em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (4).

Robinson destacou que, embora o contrato de concessão da empresa esteja em processo de renovação pelo governo federal, o momento exige atenção imediata à crise trabalhista. Ele defendeu que a empresa sente à mesa de negociação para construir uma saída responsável.

“Protocolei o requerimento para uma audiência pública justamente para buscar um acordo. É fundamental que a Coelba dialogue com os trabalhadores da ativa e aposentados, respeite seus direitos e garanta que o povo baiano tenha um Carnaval de paz, com energia assegurada”, completou.

“O concessionária tem obrigações contratuais e sociais com o povo baiano. Não é aceitável que a falta de diálogo coloque em risco um serviço essencial e penalize a população”, acrescentou Robinson Almeida.

A data e o horário para a realização da audiência pública ainda não foram definidos.

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