Publicado em 24/03/2026 às 18h26.

Roma diz que prisão domiciliar de Bolsonaro é ‘medida humanitária’

Cacique do PL voltou a classificar a situação do ex-presidente como desproporcional

Redação
Foto: Divulgação

 

O presidente do PL na Bahia, João Roma, afirmou nesta terça-feira (24) que a decisão do Supremo Tribunal Federal de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro representa um reconhecimento das condições de saúde do líder político, embora, segundo ele, tenha ocorrido de forma tardia.

Ao comentar a medida, Roma disse que a decisão corrige uma situação que, na sua avaliação, já não poderia mais se sustentar diante do quadro clínico do ex-presidente.

“É uma decisão que reconhece o óbvio: ninguém pode ser submetido a um tratamento desumano, ainda mais diante de um quadro de saúde tão delicado. Estamos falando de um ex-presidente da República, com histórico de problemas de saúde graves, que mesmo assim foi mantido preso em condições incompatíveis com sua situação clínica. A prisão domiciliar é uma medida humanitária, ainda que tardia”, afirmou.

Roma voltou a classificar a situação de Bolsonaro como desproporcional e criticou o tratamento dado ao ex-presidente ao longo do processo.

“Bolsonaro é um preso político. O que vimos até aqui foi um tratamento desproporcional e desumano, que não se justifica. Mesmo diante de internações, complicações e alertas médicos, ele permaneceu encarcerado. O Brasil assiste a um ex-presidente sendo submetido a um processo duro, marcado por sofrimento físico e psicológico”, disse.

O dirigente do PL afirmou ainda que a decisão traz alívio a apoiadores do ex-presidente e destacou que Bolsonaro segue contando com o apoio de parcela significativa da população.

“O povo brasileiro acompanha tudo isso com atenção. E segue ao lado do presidente Bolsonaro, esperando que a verdade prevaleça e que a justiça seja feita de forma equilibrada e sem excessos. Nosso desejo agora é que o presidente Bolsonaro possa se recuperar plenamente e seguir firme na nossa missão de libertar o Brasil”, concluiu.

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