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Publicado em 27/01/2026 às 09h57.

Ronaldo Caiado confirma saída do União Brasil para ser candidato a presidente

Em entrevista, governador afirma que cúpula do partido já sabe da decisão e prevê "processo bruto" na eleição deste ano.

Daniel Serrano
Foto: José Cruz/Agência Brasil

 

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, revelou que deve deixar o União Brasil para disputar a eleição presidencial deste ano. A declaração foi dada nesta terça-feira (27), à rádio Nova Brasil, em Goiânia.

Durante a entrevista, Caiado revelou que a cúpula do União Brasil já foi comunicada de sua saída do partido e que o seu destino deve ser definido nos próximos dias. 

“Eu já informei o presidente do partido, o [Antônio] Rueda, o ACM Neto, que é meu amigo-irmão, e já disse que entendo a dificuldade do partido. Só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido pelo qual me candidatar”, disse Caiado.

O governador de Goiás disse que a sua saída do União Brasil vem sendo debatida “desde o período do Natal e do Ano Novo”. “Irei até o fim. Estou em contato com outros partidos, e o entendimento é avançarmos para a campanha. Isso é algo a ser resolvido nos próximos dias”, declarou. 

Eleição presidencial 

Ao ser questionado se várias candidaturas de direita poderiam fortalecer a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve disputar a reeleição, Caiado negou e disse que o que o petista quer é uma única candidatura da oposição. 

“O que o Lula quer é 1 candidato só. Vamos ser realistas: é um governo sem escrúpulos e com a máquina toda montada para destruir um candidato apenas”, disse o governador. 

“Imagine o nível de retaliação contra um candidato único durante 10 meses? Esse é um processo bruto com o PT no poder. Se tivermos um candidato só, ele terá dificuldade de caminhar de hoje até 4 de outubro. Se tivermos três ou quatro, ele [Lula] vai atirar em todos, mas um tiro vai pegar na clavícula, o outro vai pegar no braço. Não haverá nenhum tiro no coração durante o 1º turno. No 2º turno, aquele que atravessar será eleito”, acrescentou.

Caiado disse ainda que “ninguém nega” a importância do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro para um candidato de direita. No entanto, o governador de Goiás disse que “uma coisa é ele ser candidato; outra é indicar um candidato. São duas coisas distintas. Por mais prestígio que a pessoa tenha, não se consegue transferir 100% dos votos”. 

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