Rui só anunciará reforma em janeiro; ao menos quatro secretários cairão
Alterações são especuladas nas Relações Institucionais, Desenvolvimento Urbano, Agricultura, Casa Civil e Trabalho, Emprego, Renda e Esporte

Ao contrário do que tem sido especulado por parte da imprensa, o governador Rui Costa (PT) não irá mais anunciar a chamada minirreforma da administração estadual ainda este ano. Antes previsto para ser efetivado até o fim de 2016, agora o pacote de mudanças em pastas de primeiro e segundo escalões é estimado para a segunda quinzena de janeiro, dizem fontes próximas ao petista.
Partidos que pedem mais espaço na gestão, a exemplo do PSD, presidido pelo senador Otto Alencar; do PP, comandado pelo vice-governador João Leão; do PDT, do deputado federal Félix Mendonça Júnior; e do PSL, do presidente da Assembleia Marcelo Nilo, tiveram conversas ainda não conclusivas. Em reunião com a bancada federal pepista, na Governadoria, na semana passada, Rui admitiu dificuldades na montagem do que chamou de “quebra-cabeça” e garantiu que não haveria mudanças na correlação de forças entre os partidos.
Embora nos bastidores muitos nomes de diversos segmentos sejam cogitados, a estimativa é de que entre quatro e cinco setores do elenco principal sofram alterações. Por enquanto só são dadas como certas as saídas de Josias Gomes (PT) da Secretaria de Relações Institucionais (Serin) e de Carlos Martins (PT) da pasta de Desenvolvimento Urbano (Sedur), que a priori poderia ser cedida ao PSD, apesar da promessa do governador ao PP de que não haveria ampliação de assentos para nenhuma sigla.
Josias retornaria à Câmara dos Deputados (o que culminaria no retorno de Davidson Magalhães à suplência) e Martins seria substituído pelo ex-presidente da Companhia de Docas da Bahia (Codeba), José Rebouças, e aproveitado em outra área do governo, talvez a Casa Civil, que está nas mãos do ex-diretor de desenvolvimento da construtora OAS, Bruno Dauster. Tal mexida, entretanto, é vista como cutucada em vespeiro, visto que algumas legendas poderiam ficar enciumadas com o alargamento do poder do PSD e promover um levante.
Vítor Bonfim (PDT), da Agricultura, também seria trocado, mas a movimentação depende de negociações com a sigla pedetista, que ainda pode promover modificações no Instituto Anísio Teixeira (IAT), hoje sob a batuta de Severiano Alves, e na Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), chefiada por Alexandre Hari Brust. A meta de Vítor é voltar à AL-BA e deixar o posto com o irmão, Guilherme Bonfim, atual superintendente de Política do Agronegócio. Já Félix quer novamente emplacar a irmã, Andréa Mendonça.
Outra expectativa de câmbio é na Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), controlada pelo PCdoB e atualmente com o ex-parlamentar estadual Álvaro Gomes. O cargo chegou a ser oferecido ao deputado federal Daniel Almeida, em uma articulação para devolver a cadeira no Congresso a Davidson, mas o comunista declinou. Ainda não se sabe, nem mesmo no Partido Comunista do Brasil, quem assumiria a função.
Outros postos ligados à cota pessoal do governador também são alvos de cobiça, como a Segurança Pública (Maurício Barbosa), mas os próprios aliados relatam que Rui não tem dado pistas do que efetivamente pretende fazer no seu campo. Nesta segunda (26), o ex-procurador-geral de Justiça Wellington César Lima e Silva – que foi barrado no Ministério da Justiça justamente por ter cargo vitalício no Ministério Público – esteve na Governadoria e automaticamente foi especulado para a SSP, mas o que se diz em Ondina é que Barbosa segue forte no governo.
Eleição na AL-BA – Além da concorrência pelos espaços do governo, a disputa pela presidência colocou definitivamente em rota de colisão o PSL com o PP e o PSD. Enquanto Nilo diz esperar ganhar novos cargos e ainda ter o apoio de Rui no seu projeto de comandar a Assembleia pela sexta vez consecutiva, progressistas e sociais-democratas asseguram ter ouvido do próprio governador que ele não iria interferir na tentativa de Ângelo Coronel (PSD) e Luiz Augusto (PP) tomar a presidência da Casa. O bahia.ba ouviu da alta cúpula de uma das siglas, inclusive, que “se Rui se meter, terei que me manifestar publicamente contra o governador”.
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