Publicado em 07/08/2020 às 18h17.

Senadores repudiam ataque racista a motoboy

Vídeo sobre o ataque tem viralizado nas redes sociais e gerado revolta

Redação
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

 

Agência Senado

Senadores condenaram, por meio de mensagens em redes sociais, o ataque racista sofrido pelo motoboy Matheus Pires em Valinhos (SP), no dia 31 de julho. O vídeo foi divulgado na internet.  As imagens retratam as ofensas contra um entregador de aplicativo por um morador de um condomínio de classe alta.

Os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Rogério Carvalho (PT-SE) ressaltaram a importância de se denunciar atos de racismo. Humberto Costa pediu para que as pessoas denunciem o autor do ato: o racista ainda não foi localizado. As autoridades precisam agir com urgência para que ele responda por isso. Denunciem!”.

Já Rogério Carvalho afirmou que o vídeo desmente quem diz que não existe racismo no Brasil.

“Que a luta antirracista e antifascista é “mimimi”. O racismo precisa ser combatido todos os dias, todos os momentos, em todas as horas!”

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) destacou o trabalho do motoboy, que trabalha para atender principalmente quem não sai de casa devido a pandemia.

“Inacreditável! Muito respeito pelo Mateus, que está trabalhando à exaustão para atender famílias que não podem sair de casa”.

O senador Alvaro Dias (Podemos-PR) também manifestou indignação.

“Um absurdo que coisas assim aconteçam diariamente no nosso país. Neste vídeo, um morador de um condomínio de luxo ofende um motoboy que foi entregar a sua comida. O homem humilha o entregador dizendo que ele inveja as famílias que moram ali. Fica aqui nossa indignação diante de situações como essa”.

O senador Randolfe Rodrigues (Redse-AP) também manifestou solidariedade ao motoboy atacado pelo morador do condomínio.

“Mateus, é absurdo que alguém tão pequeno e asqueroso pense que você teria inveja dele. Você manteve a calma mesmo diante de tamanho absurdo! O racismo existe, e é mais constante do que pensamos. Nos livrarmos disso é prioridade, não podemos adiar essa luta!”

Ao saber do ocorrido, a empresa iFood, onde o entregador trabalha, informou por suas redes sociais que descadastrou da plataforma o usuário agressor e que vai oferecer à vítima apoio jurídico e psicológico.