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Publicado em 29/01/2026 às 12h52.

Sindicato dos Correios na Bahia sobe o tom contra Lula e Rui Costa: ‘Vai ter revide’

Categoria critica gestão de plano de saúde e promete mobilização em Brasília

Raquel Franco
Foto: Reprodução/Redes sociais

 

Representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Bahia (Sincotelba) alegaram sentimento de “traição” e declararam “revide” contra o presidente da República Lula (PT) e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (29).

Sindicalizados de Salvador e do interior do estado, incluindo Barreiras e Vitória da Conquista, manifestaram indignação com a ação do governo federal no Superior Tribunal Federal (STF) que, segundo eles, “atacam” a categoria. Nesta segunda-feira (26), o ministro do Supremo Alexandre de Moraes suspendeu o pagamento de um crédito extra de fim de ano aos empregados dos Correios, que incluiria um “ticket extra vale-peru” de R$ 2.500. 

“Nós não iremos aceitar o ataque que o governo Lula está fazendo aos trabalhadores. O Rui Costa indicou o Emannoel [Rondon, presidente dos Correios], que está fazendo o que o Bolsonaro fez. Levou para o STF após ter perdido de forma democrática no TST (…). Esse é o primeiro sindicato a fazer declaradamente, que este vídeo chegue ao presidente Lula, e vai o recado, Lula determine ao Rui Costa que tire esse ataque à categoria, porque vai ter revide”, afirmaram os funcionários no vídeo. 

Segundo mensagem no vídeo, o sindicato planeja uma série de ações para pressionar o Executivo a recuar das medidas judiciais, como a organização de acampamentos e manifestações em Brasília a partir do dia 2 de fevereiro, próxima segunda-feira. Os sindicalizados também previram a retomada de inserções midiáticas na Bahia para expor a insatisfação com o governo, além da convocação de sindicatos de outros estados para o enfrentamento conjunto.

“Lula, determine ao Rui Costa que retire esse ataque da categoria, porque vai ter revide”, afirmou um dos representantes na gravação. O movimento afirma que o interior da Bahia está mobilizado e que a categoria está “preparada para a luta” caso não haja uma correção de curso por parte do Palácio do Planalto e da Casa Civil. 

Assista ao vídeo:

 

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Raquel Franco
Natural de Brasília, formou-se em produção em comunicação e cultura e em jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Também é fotógrafa formada pelo Labfoto. Foi trainee de jornalismo ambiental na Folha de S.Paulo.

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