Publicado em 05/02/2026 às 19h34.

Téo Senna critica reajuste do Planserv e cobra revisão do modelo

Vereador ressaltou que o impacto do reajuste é ainda mais severo entre aposentados e idosos

Redação
Foto: André Souza/Bahia.ba

 

Durante a sessão desta quarta-feira (4), o vereador Téo Senna (PSDB) fez duras críticas ao reajuste das mensalidades do Planserv, em vigor desde janeiro deste ano. Servidor aposentado do Estado e beneficiário do plano, o parlamentar classificou o aumento que em alguns casos supera 130% como injustificável, especialmente diante da ausência de melhorias na qualidade dos serviços oferecidos.

Segundo Senna, a mudança no modelo de cobrança adotada pelo Governo do Estado, com o fim do teto de contribuição e a aplicação de um percentual fixo sobre a remuneração, expôs falhas graves na gestão do plano. Para ele, servidores ativos e aposentados passaram a arcar com valores considerados abusivos, enquanto continuam enfrentando problemas como demora no atendimento, redução da rede credenciada e escassez de leitos hospitalares.

“É inadmissível que o servidor pague cada vez mais caro por um serviço que só piora. O Planserv virou sinônimo de insegurança e desrespeito”, afirmou o vereador.

Téo Senna ressaltou que o impacto do reajuste é ainda mais severo entre aposentados e idosos, que encontram dificuldades para migrar para planos privados e acabam dependentes do Planserv. De acordo com o parlamentar, há relatos de beneficiários que pagam por planos diferenciados, mas são internados em enfermarias, o que evidencia a discrepância entre o valor cobrado e o serviço prestado.

“Estamos falando de pessoas que contribuíram a vida inteira com o Estado e hoje se sentem humilhadas ao buscar atendimento médico”, criticou.

Ao final do pronunciamento, o vereador cobrou providências do Executivo estadual e defendeu a revisão imediata do modelo de cobrança.

“Não se resolve um problema de gestão transferindo toda a conta para o bolso do servidor. É preciso respeito, eficiência e compromisso com quem sustenta o serviço público”, concluiu.

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