Publicado em 12/07/2016 às 22h00.

Testemunha cita pai de Fábio Porchat na Operação Boca Livre

A operação investiga fraudes que desviaram R$ 180 milhões em projetos da Lei Rouanet; o humorista também foi citado pelo MPF

Redação
(Foto: Álvaro Talaia)
(Foto: Álvaro Talaia)

 

A ex-auxiliar administrativa e financeira do grupo Bellini Cultural, e testemunha da Operação Boca Livre, Katia dos Santos Piauy relatou à Polícia Federal as fraudes praticadas pelos investigados pelos desvios de R$ 180 milhões em projetos da Lei Rouanet.

Segundo ela, além da falsificação de recibos de doação de livros produzidos por meio de isenção fiscal, o grupo teria a ajuda da Academia Latino-Americana de Artes (ALA), atualmente dirigida pelo empresário Fábio Porchat, pai do humorista do Porta dos Fundos que leva o mesmo nome.

Entre os conselheiros da associação está Antônio Carlos Bellini, presidente do grupo Bellini. As informações foram divulgadas nesta terça (12) pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. De acordo com o Jornal Folha de São Paulo, Piauy disse que fez três projetos culturais e captou R$ 647,6 mil, e “tinha conhecimento que Bellini, por possuir muitos contatos no meio artístico e cultural, conseguiria tais comprovantes”. Piauy afirma à PF que o grupo Bellini superfaturava valores de serviços gráficos de livros.

Fábio Porchat também foi procurado pela reportagem até o início desta noite. Atendeu à ligação em uma das vezes e afirmou que retornaria o contato em breve, o que não ocorreu.

Humorista – O humorista também foi citado nas investigações. Segundo o Ministério Público Federal, um escritório de advocacia usou recursos da Lei Rouanet para contratar Fábio para um show privado em comemoração aos 68 anos de fundação da sociedade jurídica. À Folha de São Paulo. Na ocasião, Fábio Porchat, filho, afirmou à Folha que é impossível saber a origem dos recursos de seus contratantes.

Mais notícias