Publicado em 17/02/2020 às 16h20.

Tom e Alex Lima, um procurou o problema, o outro caiu no colo

Atingidos pelas histórias do goleiro Bruno e do miliciano assassinado. Coisas da vida

Levi Vasconcelos

Só para descontrair, dois deputados estaduais da safra atual já ganharam as mídias nacionais por conta de entulhos da honra pátria, o Pastor Tom (PSL) e o colega Alex Lima.

Pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular e presidente do Fluminense de Feira, Tom tentou misturar isso com a generosidade cristã ao convidar Bruno, o ex-goleiro do Flamengo que mandou matar a ex-amante Eliza Samúdio, para jogar no clube. A torcida do Touro do Sertão reagiu pesado.

— Apanhei muito, amigo. Principalmente nas redes sociais, foi um linchamento. E na escola partiam para cima das minhas filhas, que partiam para cima de mim. Joguei a toalha.

Lição feirense

Do caso Bruno, ficou uma sábia lição que brotou das redes da torcida do Flu de Feira: que Bruno ache um jeito de tocar a vida, mas como ídolo, não, muito menos nosso.

Já o deputado Alex Lima deu o azar de ver cair-lhe no colo o miliciano carioca Adriano Nóbrega, ainda hoje no noticiário, cujo corpo tombou a tiros no sítio do irmão, Gilsinho, vereador em Esplanada.

Gilsinho se elegeu pelo PSL. Adriano era miliciano de alto coturno na guerra do Rio, amigo de Flávio Bolsonaro, senador, e na mídia, todo mundo pensando que Alex Lima Lima estava no bolo.

— No começo, foi um susto. E a barra ficou pesada com essa suspeita. Mas quando os fatos foram sendo esclarecidos, até na cidade a tensão se dissipou.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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