Frase da vez
“Quando se procede contra partes não ouvidas, ainda que se pronuncie o que é justiça, sempre se procede sem justiça”
Padre Antonio Vieira, escritor e filosófo católico português (1608-1697)

Dizem os especialistas em evolução humana que lá um dia o homem chegará a um estágio que considerará prática desprezível o ato de comer animais. Ou, como dizem os mais cáusticos, de fazer do estômago túmulo, pela selvageria, mesmo sofisticada em ambientes requintados, que isso enseja.
Os vegetarianos já seriam o embrião dessa tendência. Seria o ato do STF de proibir as vaquejadas o lado institucional do mesmo caminho? Não é o que parece.
A decisão, em essência, diz que as vaquejadas impõem sofrimento aos animais e, por tabela, fere os princípios constitucionais de preservação do meio ambiente.
Ora, bolas. Por aí, derrubar o boi pelo rabo, como fazem os vaqueiros nas vaquejadas, é judiar do boi. Mas matar para comer, como se faz com tantos bichos, pode.
Nada a ver com evolução da humanidade, portanto. Parece mais coisa da burocracia jurídica, que do alto do seu pedestal fica forjando interpretações para a lei, desprezando as incoerências que elas ensejam.
Por agora, ficamos com os vaqueiros.
Estrada do Vaqueiro
Defensor das vaquejadas, o deputado Daniel Almeida (PCdoB) comemorou anteontem a aprovação, na CCJ da Câmara, de um projeto de lei dele que coloca o nome do trecho da BR-235, entre as divisas com o Piauí e Sergipe, de Estrada do Vaqueiro.
Daniel diz que a questão das vaquejadas é cultural. ‘Desde menino eu frequento’.
Caso baiano
A decisão do STF foi com relação a uma lei do Ceará, mas, com certeza, a cancela está aberta para casos similares no resto do país.
Na Bahia, por exemplo, o deputado Eduardo Salles (PP) aprovou na Assembleia uma lei que regulamenta as vaquejadas.
Ela é contestada judicialmente por outro deputado, Marcell Moraes (PV).
Além disso, umpedido do Ministério Público Estadual,de vetar a realização da Vaquejada de Praia do Forte, foi acatado pela Justiça na terça (11).
Disputa tucana
Os tucanos, divididos entre os seguidores de Aécio Neves, senador mineiro, e Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, estão em pé de guerra pela Presidência da Câmara.
Os seguidores de Alckmin estão enciumados porque Aécio aposta suas fichas no baiano Antônio Imbassahy e no paulista Carlos Sampaio. Eles dizem que não é bem assim. Tem que ter um “alquimista” na parada. É 2018 dando as caras no ninho.
De olho na UPB
O deputado Robério Oliveira (PSD), prefeito eleito de Eunápolis, está empolgado com o fato de sua mulher, Cláudia, ter sido reeleita prefeita de Porto Seguro e o cunhado Agnelo (irmão de Cláudia) ter sido eleito em Santa Cruz de Cabrália.
Está de olho na União dos Municípios da Bahia (UPB), que arrecada R$ 400 mil por mês.
Sucesso familiar
Não foi só o deputado Jânio Natal (PTN) que se deu bem com incursões familiares nas urnas deste ano ao se eleger prefeito de Belmonte tendo como vice o irmão Janival.
O ex-deputado Temóteo Brito (PSD) se elegeu prefeito de Teixeira de Freitas e o filho, Léo Brito (PSD), de Alcobaça.
No sertão, Manoel Luz (PSD) se elegeu em Mucugê e Erivaldo Soares (PSL), em Nordestina. Os dois são irmãos.
Dor em Caetité
Caetité viveu momentos de comoção na última semana. O médico Ricardo Ladeia, prefeito duas vezes, disputou a eleição do dia 2 pelo PSDB e perdeu para Aldo Gondim (PSB) por 2.098 votos. Aí veio o pior: uma semana depois, ele morreu em Guanambi, vítima de uma parada cárdiorrespiratória. Ricardo foi um bom prefeito, mas travava intensa luta contra o alcoolismo. Perdeu.
Despedida em Irecê
Após a surpreendente derrota, o prefeito de Irecê, Luizinho Sobral (PTN), usou o Face para se pronunciar. Agradeceu aos eleitores e disse ao sucessor, Elmo Vaz (PSB):
— Ele vai encontrar uma prefeitura bem mais organizada que eu encontrei, com o nome limpo na praça.
Arrocho nas prisões
O deputado federal João Carlos Bacelar (PTN) apresentou projeto que proíbe a saída temporária da prisão de autores de crimes hediondos ou reincidentes.
Acha que, pela gravidade dos atos, não se justifica conceder o benefício.
Prêmio no pão
O Centro de Panificação das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Simões Filho, ganhou o prêmio das 100 Melhores Padarias do Brasil, concorrendo com mais de 3 mil estabelecimentos do país.
Foi a primeira na categoria “Padaria Social”.

