Publicado em 10/03/2026 às 15h56.

Vereador explica projeto que propõe fim de estacionamento pago em supermercados

A proposta ainda será analisada pelas comissões temáticas da Casa

Neison Cerqueira / André Souza
Foto: Reprodução

 

O vereador de Salvador Maurício Trindade (PP) explicou o projeto de lei (PL) protocolado por ele nesta segunda-feira (9) na Câmara Municipal de Salvador (CMS), que prevê a proibição da cobrança de estacionamento em mercados e supermercados da capital baiana. A proposta ainda será analisada pelas comissões temáticas da Casa.

A medida estabelece que estabelecimentos do setor não possam cobrar pelo uso de vagas destinadas aos clientes durante o período de funcionamento das lojas.

“Estamos apresentando o projeto que proíbe a cobrança de estacionamento pelos supermercados e grandes estabelecimentos, porque eles já ganham, já muito, não é pouco não, principalmente no mercado. Você vai lá fazer suas compras de mês, de semana, de quinzena, não é justo que para trazer sua comida para sua casa você ainda tenha que pagar estacionamento”, justificou o vereador.

Segundo o edil, o consumidor costuma sair do estabelecimento com “duas, três, quatro sacolas na mão”, o que, na avaliação dele, torna a cobrança ainda mais injusta, considerando o lucro do setor na capital baiana.

“Não é possível que os mercadistas e atacadistas estejam pensando, fazendo esse movimento. Já estamos conversando com os outros [vereadores], tentando encaminhar para essa Casa a permissão de cobrança […] contamos com o apoio dos colegas. Temos que ser pela população de Salvador e não pelos donos de grandes mercados e grandes atacados que já ganham demais em Salvador”, afirmou.

Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser aprovado na CMS e sancionado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil).

Trindade também defendeu a ampliação do número de mercados na cidade, mas destacou a importância de fortalecer estabelecimentos menores.

“Que Salvador tenha novos, grandes mercados. Nós queremos que o mercado seja menor, próximo de casa, porque gera renda. Um grande mercado, você tem um gerente. Se você tiver dez mercados, você vai ter dez gerentes, dez famílias sustentadas, dez contadores. Então, é muito melhor para a cidade, com a empregabilidade e com a economia, que você tenha muitos mercados médios e pequenos do que grandes mercados, e que geralmente são de donos de fora e que vêm para Salvador apenas para lucrar e levar nosso dinheiro e tirar o capital de giro dentro de Salvador”, explicou.

Neison Cerqueira
Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política no portal bahia.ba.

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.