Publicado em 11/09/2019 às 17h37.

Vereadores criticam projeto que pode cassar alvará de estabelecimento em caso de discriminação

Vereadores alegaram que pequenos empresários, além dos empresários, serão prejudicados

Rodrigo Aguiar
Foto: Luiza Lopes/bahia.ba
Foto: Luiza Lopes/bahia.ba

 

Em discursos na tribuna, vereadores se posicionaram contra o projeto que prevê multa e até possibilidade de cassação de alvará de estabelecimentos que discriminem pessoas pela orientação sexual.

Para os vereadores, a ação de um único empregado poderá prejudicar todo o estabelecimento, causando até mesmo o desemprego de muitos funcionários, em caso de fechamento.

“Estamos criando um tribunal de exceção na burocracia. Pensem em famílias e pessoas destruídas”, disse Alexandre Aleluia (DEM). Ricardo Almeida (PSC) defendeu a necessidade de preservar a integridade física e proteger LGBTs, mas afirmou “não concordar com a criação de uma super raça”.

O tucano Cezar Leite, por sua vez, classificou a matéria como um ataque à iniciativa privada e disse que os maiores prejudicados serão pequenos comerciantes.

Entre aqueles que se colocaram contra o projeto, de autoria de Aladilce Souza (PCdoB), estão Luiz Carlos (PRB) e Lorena Brandão (PSC). “O que defendemos é o direito de ler a Bíblia na igreja e não ter que pagar uma multa de R$ 100 mil”, declarou Lorena. A multa varia de R$ 10 mil a R$ 100 mil.

O vereador Henrique Carballal (PV) definiu o discurso dos colegas como “falacioso”. “O capitalismo verdadeiro é o que respeita a cidadania e o consumidor. A Revolução Francesa construiu o ideal de igualdade”, afirmou Carballal.

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