Publicado em 09/03/2026 às 18h09.

Violência contra a mulher domina debate na CMS após atos do 8 de Março

Vereadores e representantes de movimentos sociais discutiram o aumento das estatísticas de feminicídio no país

Redação
Foto: Antonio Queiros

 

A violência contra a mulher foi o principal tema de debate na Câmara Municipal de Salvador nesta segunda-feira (9), um dia após as mobilizações pelo Dia Internacional da Mulher. Vereadores e representantes de movimentos sociais discutiram o aumento das estatísticas de feminicídio no país e cobraram medidas de enfrentamento ao problema.

Integrante da coordenação da Casa Marielle Franco Brasil, Sandra Muñoz ocupou a Tribuna Popular da Câmara. Ela também integra o grupo de trabalho dinamizador da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres de Salvador.

Em sua fala, destacou a mobilização feminina nas manifestações realizadas no domingo (8). Segundo ela, a data evidenciou a organização e a capacidade de mobilização das mulheres na capital baiana.

“que tomou as ruas de Salvador neste 8 de março, mostrando o quanto as mulheres são organizadas, se unem, levantam suas vozes e que ninguém nos silencia”, afirmou.

Sandra também apontou reivindicações apresentadas durante os atos. Entre elas, pediu a reabertura imediata do Conselho Municipal da Mulher pela Prefeitura de Salvador e solicitou que a Câmara promova uma campanha de enfrentamento ao feminicídio.

Debate parlamentar

O vereador Ricardo Almeida (DC), que abriu a sessão, afirmou que o Legislativo municipal pode contribuir com ações de conscientização. Segundo ele, a Comissão da Mulher da Casa tem atuado no tema. “Homem protege e não agride”, disse. “Nos colocamos à disposição dessa causa tão importante.”

A vereadora Marta Rodrigues (PT) também comentou a participação de Sandra Muñoz e defendeu que outras mulheres utilizem a Tribuna Popular ao longo do mês de março, período em que ocorrem atividades relacionadas ao Dia Internacional da Mulher.

“E fazer ecoar a realidade de violência vivida pela classe feminina em todo o país, pois estamos tratando de um assunto grave que precisa ser amplamente debatido”, afirmou.

O debate também foi citado pelos vereadores Aladilce Souza (PCdoB), Eliete Paraguassu (PSOL), Sílvio Humberto (PSB), Hamilton Assis (PSOL) e Randerson Leal (Podemos), líder da oposição na Câmara, que destacaram a importância da discussão sobre violência de gênero.

Durante a sessão ordinária, o presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), convidou as vereadoras para conduzirem os trabalhos do plenário. A mesa diretora foi composta exclusivamente por mulheres, com Marta Rodrigues na presidência da sessão e a participação de Eliete Paraguassu, Aladilce Souza e Débora Santana (PDT).

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