Publicado em 18/02/2026 às 14h17.

Jaques Wagner chama de grosseria ausência de Bruno Reis com Lula

"Eu acho que reverência é própria do camarote, mas falta de educação não é, preconceito não é", disparou Jaques Wagner

Neison Cerqueira
Foto: Daniel Serrano/ Bahia.ba

 

O senador Jaques Wagner (PT) criticou a atitude do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), por não ter recepcionado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante sua estadia na capital baiana. O chefe do Executivo federal esteve no Carnaval de Salvador no sábado (14), pela primeira vez.

Para Wagner, a postura do prefeito foi uma “grosseria”. Ele minimizou, por outro lado, a ausência do ex-prefeito e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União), destacando que o aliado não ocupa cargo público atualmente e, portanto, não teria obrigação.

“Primeiro, que eu acho até que foi uma grosseria do prefeito, não do ex-prefeito, porque o ex-prefeito não tem cargo nesse momento, não tem obrigação, mas do prefeito. Um governador que chega, como em Pernambuco, mesmo opositores do prefeito de Salvador e a governadora de Pernambuco foram receber, foram saudar. Quem é que não quer ver a presença do presidente da República, independente do partido, numa festa da importância do carnaval de Salvador, chegaram a fechar o camarote da prefeitura?”, questionou.

“Eu acho que reverência é própria do camarote, mas falta de educação não é, preconceito não é. Para mim, ele perde quando ele faz uma grosseria dessa hora, então para mim é besteira, se o presidente Lula descesse para a pista, quem ia subir na poeira é o ex-prefeito, porque o carinho do povo daqui pelo presidente Lula é um negócio impressionante. Todo mundo sabe a votação que ele teve aqui”, completou Jaques Wagner.

Ao comentar críticas sobre a existência de uma “panelinha”, Wagner afirmou que o grupo existia antes da chegada do PT ao poder na Bahia. “Quando a gente chegou, a gente derrubou a panelinha. Só veio o número de empresários, pequenos e médios, que cresceram com a gente”, disse.

Wagner pontuou ainda que, nas gestões petistas, não há favorecimento a empreiteiras e afirmou que a imprensa tem acesso livre aos políticos do partido. Em tom crítico, ele também citou uma emissora baiana pertencente à família de ACM Neto.

“Vocês da imprensa são testemunha. Eu nunca fui dar uma entrevista combinando perguntas. Você aqui pergunta o que quiser, porque eu acho que a minha obrigação é responder. Se eu não puder responder, eu não respondo. Mas, aqui não tem televisão carimbada, rádio carimbada, imprensa carimbada. Então, a panelinha deve ter olhado em algum espelho e se viu. Por isso que ele está falando da panelinha, que foi com derrubar a panelinha, que a gente derrotou o grupo de lá”, declarou.

Segundo o senador, o PT promoveu mudanças na política baiana e destacou o período de quase duas décadas de gestão do grupo no estado.

“Hoje a Bahia, com muito orgulho eu digo isso, somos 19 anos que a gente oxigenou a política da Bahia a relatar. Com o Poder Judiciário, com vocês da imprensa e com todo mundo. Mas é o ano da festa da democracia, o povo vai pras urnas em outubro, escolher quem quer pra presidente, pra governador, pra senador, pra deputado federal estadual, e eu sempre me subimento ao julgamento”, disse.

“Com muita humildade, vamos continuar fazendo a política sadia, sem xingamento, sem ofensa, e aí vamos acolher a decisão do povo, mas eu espero que o povo nos escolha mais uma vez”, finalizou.

Neison Cerqueira
Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política no portal bahia.ba.

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