Publicado em 22/09/2016 às 17h11.

Wagner diz que prisão de Mantega em hospital foi ‘crueldade nazista’

Ex-ministro da Casa Civil disse que “país está de cabeça para baixo”, assumiu possibilidade de assumir fundação na Bahia e praticamente descartou PT nacional

Evilasio Junior
Foto: Izis Moacyr/ bahia.ba
Foto: Izis Moacyr/ bahia.ba

 

O ex-ministro da Casa Civil, Jaques Wagner (PT), considerou como “fora de padrão” a prisão do seu ex-colega de Palácio do Planalto, Guido Mantega, que comandou a Fazenda nos governo de Lula e Dilma Rousseff, quando acompanhava a mulher no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, por agentes da Polícia Federal, em cumprimento a mandados da Operação Lava Jato.

Na avaliação do petista, “o país está de cabeça para baixo”. “Alguns estão se movimentando dentro do Judiciário com o objetivo claramente politico. A cena de hoje é deprimente para o Brasil. Prender alguém que está esperando a sua esposa sair de uma cirurgia de câncer é algo de uma crueldade nazista”, declarou o ex-governador, em entrevista ao bahia.ba, durante o ato de Dilma com a candidata do PCdoB à Prefeitura de Salvador, Alice Portugal.

Além de chamar a denúncia do Ministério Público Federal contra Lula de “patacoada”, ao atacar Michel Temer (PMDB), ele acabou por revelar ser contra o posto de vice em cargos do Executivo. “Eu acho que vice só ajuda a conspirar, como ele conspirou o tempo todo dentro do Palácio do Jaburu. Se fosse em outro país, ele é que devia estar preso”, declarou.

Sobre o seu futuro político. Wagner confirmou que o destino deve ser mesmo a presidência da Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem). “Até novembro, eu ainda sou prisioneiro de uma chamada quarentena, por ter sido ministro dela [Dilma]. Depois vou decidir. O que eu disse é que eu não serei secretário. Eu acho que não tem sentido. A fundação, como é privada, que tem o condão de pensar o Estado, posso até ir, mas não tem nenhuma decisão tomada”, afirmou.

Já em relação à hipótese de assumir a presidência nacional do PT, o ex-ministro praticamente descartou a possibilidade. “Não está em discussão. A eleição do PT ainda será em abril. Se depender da minha vontade, prefiro ficar fazendo política aqui na Bahia”, avisou.