Wagner e Rui receberam R$ 20,5 mi para campanha, diz Odebrecht
Ex-executivo contou que o ex-governador, que tinha o codinome "Polo", ajudou a solucionar dois pedidos de interesse da empreiteira na Bahia

O ex-executivo de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, relatou, em acordo de delação premiada, que a empreiteira pagou R$ 20, 5 milhões para as campanhas de 2006, 2010 e 2014 dos petistas Jaques Wagner e Rui Costa.
No primeiro pleito, diz o delator, o ex-governador Jaques Wagner, que tinha o codinome de “Polo”, recebeu até R$ 3 milhões de “forma oficial e via Caixa 2”. Na disputa de 2010, quando concorria à reeleição, foram feitos, segundo ele, 10 pagamentos, que variavam de R$ 250 mil até R$ 3 milhões, que somados resultam em R$ 7,5 milhões.
O delator conta ainda que Wagner o procurou no ano de 2014, quando foi pedido apoio à candidatura do atual governador Rui Costa (PT). Diz Melo Filho que Marcelo Odebrecht “não acreditava no sucesso da candidatura de Rui Costa”.
“Acredito que foi destinado aproximadamente R$ 10 milhões a pretexto de campanha de Rui Costa ao governo do Estado da Bahia”, diz Melo Filho na delação.
Presentes – O delator relata no acordo que presenteava o ex-governador com relógios nos aniversários.
“Quando do aniversário de Jacques Wagner (sic) em março de 2012, foi dado um relógio Hublot, modelo Oscar Niemeyer. Em outro aniversário, que não me recordo o ano, também foi enviado relógio da marca Corum, modelo Admirals Cup. Esses presentes foram entregues junto com um cartão assinado por Marcelo Odebrecht, eu e André
Vital”.
Segundo levantamento feito na internet, o valor estimado do relógio, hoje, é de aproximadamente US$ 20 mil. O segundo modelo, da marca Corum, tem seu preço avaliado em US$ 4 mil.
Contrapartida – Melo Filho diz que quando Wagner assumiu o governo da Bahia encaminhou três pedidos de “grande interesse da companhia no Estado da Bahia que, se destravados, poderiam gerar investimentos importantes”.
“Eram eles: (i) créditos de ICMS que estavam pendentes de devolução por parte do Estado desde o início da construção do polo petroquímico de Camaçari; (ii) litígio judicial envolvendo fornecimento de gás para o polo petroquímico e (iii) pagamento das indenizações decorrentes da ‘cláusula quarta’ de acordo coletivo do polo petroquímico que estavam pendentes de julgamento definitivo por parte do STF”, disse o executivo.
De acordo com o delator, o terceiro tema, relativo a “relevante litígio judicial sobre a Bahiagás”, tratado por ele com Jaques Wagner, “foi o único que efetivamente ainda não teve solução, estando agora em disputa perante o Poder Judiciário”.
Tanto Wagner quanto Rui negam ter recebido recursos de forma não oficial para campanhas eleitorais e afirmam que todo o dinheiro arrecadado foi declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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