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Publicado em 15/01/2026 às 10h31.

Wagner nega racha e garante que Angelo Coronel não será rifado da base governista

Durante Lavagem do Bonfim, senador petista comparou a formação da chapa governista a um "jogo das cadeiras"

Daniel Serrano / Neison Cerqueira
Foto: Vitor Pereira/bahia.ba

 

O senador Jaques Wagner (PT) voltou a dar detalhes, nesta quinta-feira (15), sobre a formação da chapa governista para as eleições deste ano. Em entrevista coletiva durante a Lavagem do Bonfim, o petista negou que o também senador Angelo Coronel (PSD) esteja sendo rifado da base aliada do PT. 

Uma eventual saída de Coronel da base governista vem sendo cogitada pelo fato de o senador não ter o seu nome incluído na chapa majoritária para a disputa eleitoral deste ano. Nos últimos meses, vem ganhando força uma formação que conta com o governador Jerônimo Rodrigues (PT) disputando a reeleição, enquanto Wagner e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, lançariam candidaturas ao Senado. Com isso, o parlamentar do PSD ficaria de fora da chapa.  

“Ninguém está sendo rifado. Nós temos um problema. Três candidatos para duas vagas. E nós estamos fazendo um esforço, todo mundo, todos os partidos, toda a liderança, para a gente encontrar uma equação que dê conforto a todos os partidos. E eu continuo afirmando que nós não vamos rachar como alguns apostos”, disse Jaques Wagner. 

“Ninguém está expulsando o coronel. Nós estamos buscando uma forma para a gente encontrar um equilíbrio para que as pessoas se sintam atendidas”, emendou.

“Eu tenho brincado. Sabe aquele jogo da cadeira? Que botam as cadeiras e todo mundo fica rodando em volta. E quando para de tocar música, todo mundo tem que sentar. Sempre tem menos uma cadeira do que tem. Então tem três correndo e duas cadeiras. Vai ter uma hora que duas vão ter que sentar na mesma cadeira. A gente vai dar um jeito”, acrescentou

O petista aproveitou para cutucar a oposição. De acordo com Wagner, o seu grupo político trabalha para que todos os membros do grupo saiam ganhando, o que, segundo o senador, não acontece com a oposição. 

“Esse grupo político que começou em 2007, ele tem uma característica. Ele é um terreno fértil para os partidos crescerem. Todos os partidos que encostaram no grupo, todos cresceram. Não é o mesmo que acontece do lado de lá. Me diga qual foi o partido do lado de lá que ao se juntar o grupo de lá, cresceu? O MDB era grande aqui, foi para lá, mingou, voltou para cá, agora está crescendo”, afirmou. 

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