Publicado em 06/03/2016 às 09h20.

Wagner tem dossiê ‘fajuto’ que acusa Moro de conspiração, diz Veja

Documento acusa juiz, procuradores e delegados de "estarem a serviço de grande plano do PSDB para implodir PT e governo"

Redação
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

O ministro-chefe da Casa Civil, o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, estaria de posse de um dossiê “fajuto” para atingir o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, de acordo com a revista Veja desta semana.

Segundo a publicação, o petista teria em mãos, desde o fim do ano passado, um documento que aponta o magistrado como membro de uma conspiração para atingir o PT e as principais lideranças do partido. Conforme a reportagem, o “Relatório de Inteligência” é resultado de uma investigação paralela de seis páginas que acusa o juiz Moro, os procuradores, os delegados e os advogados de réus que decidiram colaborar com a Justiça de “estarem a serviço de um grande plano do PSDB para implodir o PT e o governo”.

A revista diz que o levantamento foi recebido por Wagner em uma audiência no Palácio do Planalto, não registrada na agenda do ministro, em que ele e o governador do Acre, Tião Viana, também do PT, teriam recebido dois policiais federais ligados a sindicatos que representam a categoria. O dossiê traz um diagrama com fotos anexadas para tentar estabelecer as conexões e, inclusive, assinala uma multinacional interessada em “destruir” a Petrobras.

O portador do documento foi Flávio Werneck, presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal (Sindipol) e vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), que confirmou ter levado o documento à reunião. Os sindicalistas aproveitaram o encontro para pedir reajuste salarial e outras reivindicações que o petista se comprometeu em atender.

A matéria diz que, após ler o conteúdo, Jaques Wagner teria afirmado que encaminharia o dossiê para “um promotor baiano de sua confiança dar sequência ao assunto”. Seria Wellington César Lima e Silva, recém-empossado ministro da Justiça e tratado pela Veja como “até então uma figura desconhecida nacionalmente, mas famosa na Bahia por uma longa folha corrida de serviços prestados ao PT e ao hoje ministro da Casa Civil”.

A revista afirma ainda que “a troca acontece no momento em que as investigações apontam para conexões do escândalo na Bahia”, ao se referir à suposta contribuição clandestina da OAS à campanha de Rui Costa (veja aqui).

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