Zel Torres, as belezas construídas com papel

    "Amo quando alguém diz: ‘Que coisa linda’"

    Hildete Torres Oliveira, 66 anos, quatro filhos (uma, mulher, falecida), tem uma história a contar. Passou a vida inteira trabalhando na área financeira, primeiro na Cimento Aratu, depois na Cocisa e finalmente na Secretaria da Fazenda do Estado, até que em 2003, aos 50 anos, se aposentou. ‘E agora, o que fazer?’, indagou-se.

    Uma amiga, Márcia Resende, que fazia arte francesa, pegar papel e produzir quadros, intimou: ‘Se eu posso fazer, por que não você?’. Topou. Já expôs em vários locais de Salvador, na Associação dos Artesãos de Portugal, para onde está convidada a voltar em março. Toda alegre e feliz, é ela a bola da vez no saguão de entrada da Assembleia:

    — Amo quando alguém diz: ‘Que coisa linda’.

    Está de boa. Faz muitas coisas lindas mesmo.