Publicado em 20/03/2026 às 15h36.

ACB discute VLT, mobilidade urbana e impactos no comércio de Salvador

Além da mobilidade, o encontro abordou temas que preocupam o empresariado

Redação
Foto: Divulgação

A Associação Comercial da Bahia colocou a mobilidade urbana no centro do debate durante reunião plenária realizada na quinta-feira (19), ao promover uma apresentação sobre o andamento das obras do VLT em Salvador.

Convidado do encontro, o presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia, Eracy Lafuente, destacou o projeto como um elemento capaz de impulsionar a economia e reconfigurar a dinâmica urbana da capital baiana.

A iniciativa também marcou o anúncio de um novo braço dentro da entidade: a Câmara de Urbanismo, que será coordenada pela arquiteta Kátia Carmelo. O grupo deve atuar em temas ligados ao planejamento da cidade, mobilidade e requalificação de áreas estratégicas.

Durante a apresentação, o VLT foi tratado como uma alternativa estruturante para integrar regiões importantes de Salvador, como Comércio, Calçada, Subúrbio Ferroviário e a Ilha de São João. A proposta prevê substituir o antigo trem suburbano por um sistema mais moderno, com expectativa de reduzir o tempo de deslocamento e ampliar o acesso ao transporte público.

Presidente da ACB, Isabela Suarez avaliou o projeto de forma positiva, mas defendeu maior participação do setor produtivo nas discussões. “A gente recebe com entusiasmo uma obra dessa magnitude, mas é fundamental discutir de que forma o comércio pode se beneficiar diretamente dessas intervenções, especialmente em um cenário de alta vacância e desafios de segurança pública no Centro Antigo”, afirmou.

Ela também apontou oportunidades ligadas à chamada economia do mar, sugerindo investimentos em atividades como pesca, turismo náutico e revitalização de estruturas ligadas ao setor. A criação de píeres e conexões marítimas foi citada como alternativa para ampliar o fluxo entre Salvador e o Recôncavo.

“Pensar na integração entre barco, metrô e VLT é estratégico para trazer o público da Baía de Todos-os-Santos para dentro da cidade, não só para trabalho, mas também para consumo e lazer”, pontuou.

Além da mobilidade, o encontro abordou temas que preocupam o empresariado, como possíveis mudanças na jornada de trabalho no modelo 6×1, carga tributária e segurança jurídica, sobretudo para empresas enquadradas no Simples Nacional.

Para a dirigente, decisões que impactam diretamente o setor precisam contar com diálogo mais amplo. “Todas as medidas que impactam o setor precisam ser discutidas com quem paga a conta”, disse.

Já o presidente do Conselho Superior da ACB, Paulo Cavalcanti, destacou a importância da articulação coletiva. Segundo ele, o fortalecimento das entidades representativas é fundamental para garantir maior influência do setor produtivo nas decisões econômicas.

“Os empresários precisam entender que, isolados, não conseguem atingir seus objetivos. É por meio das associações que a classe produtiva se organiza, ganha força e consegue representar seus interesses”, afirmou.

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