Publicado em 03/02/2021 às 09h48.

Apesar da pandemia, fluxo de consumidores cresce no Mercado do Rio Vermelho

Mais de 732 mil consumidores passaram pelo centro de compras no ano passado

Redação
Foto: Divulgação/SDE
Foto: Divulgação/SDE

 

Mesmo com a pandemia da Covid-19, o fluxo de movimento no Mercado do Rio Vermelho (MRV), a Ceasinha, cresceu ao longo de 2020. Isso porque o equipamento precisou se reinventar com estratégias para manter-se aberto garantindo a segurança sanitária dos usuários e dos trabalhadores.

De maio a dezembro, mais de 732 mil pessoas passaram pelo equipamento, mas o último mês do ano foi recorde em público, com 158 mil consumidores circulando no local, com destaque para o dia 30 de dezembro, quando o centro de compras registrou o número de 11,7 mil clientes. O movimento positivo segue neste início de 2021. Janeiro fechou com o registro de 136,9 mil pessoas, fluxo maior que a média mensal de 120 mil consumidores.

“Anunciar esses números é uma felicidade. A pandemia nos obrigou a nos reinventar e toda equipe técnica trabalhou duro para manter as atividades do Mercado do Rio Vermelho de forma segura. Montamos, junto com a Enashopp, administradora do local, um esquema especial de horário para receber os idosos. A SDE, em parceria com o Corpo de Bombeiros, realizou uma série de desinfecções e distribuição de máscaras de proteção para usuários e permissionários do local”, disse o vice-governador João Leão (PP), secretário de Desenvolvimento Econômico, pasta responsável pelo MRV

Foto :Divulgação/SDE
Foto :Divulgação/SDE

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Por ser um serviço essencial, a “Ceasinha”, como popularmente é chamada, não fechou durante o período mais duro da pandemia do novo coronavírus. Exceto bares e restaurantes, que, atendendo ao decreto municipal, tiveram que fechar, mas mantiveram os serviços de delivery, drive thru e/ou entrega na porta dos estabelecimentos.

Diversidade
De acordo com a SDE, o centro de compras é bem dividido e os boxes são setorizados: açougue e peixaria, artesanato e petshop, empório bazar e gourmet, floricultura e serviços, hortifruti, restaurante, lanchonete e 240 vagas de estacionamento. Limpo, seguro e bem localizado, o local surgiu como uma simples feira livre, com quitandas coloridas, nos idos de 1970, e transformou-se em um “espaço gourmet”. A variedade, tradição e qualidade ainda são as grandes atrações do local, que atrai baianos e turistas.

“Sempre digo que a Ceasinha é um fenômeno, mesmo com a pandemia, com todas as dificuldades e problemas, cresceu o número de visitantes dentro do mercado. Foi comprovado mês a mês que o número de consumidores cresceu em relação ao mês anterior. Como qualquer negócio, você precisa estar cada dia inovando. Durante a pandemia, colocamos o delivery no mercado e foi a salvação da maior parte dos permissionários e lojistas”, afirmou Marcos Gordilho, presidente da Associação dos Permissionários do MRV.

Olhar dos permissionários
No Mercado do Rio Vermelho, o cliente encontra os ingredientes para qualquer receita, dos sabores da culinária regional até a internacional. Opções não faltam. Para Francis Juliano, da Vila da Saúde, com a pandemia, o MRV demonstrou aos baianos que no local se encontra tudo, dos alimentos saudáveis ao material de higiene. “Você tem segurança, um lugar amplo para circular sem aglomeração, banheiros higienizados e excelentes opções para comer”, disse.

O Empório Bufalíssima está planejando ampliar o negócio. José Cunha, proprietário, conta que já solicitou à administração a possibilidade de ter um espaço maior. “Apesar de toda a pandemia que aconteceu e ainda está acontecendo, fizemos algumas ações como a implantação do serviço de delivery que nos deu um suporte muito bom e que fez com que a gente conseguisse sobreviver. Conseguir até tentar ampliar em plena a pandemia”, comemorou.

“Aprendemos muita coisa nessa pandemia. Uma das questões positivas foi o delivery, que não focávamos muito. É um mercado bastante amplo e aberto, tanto é que a gente tem crescido bastante. Os clientes que são fiéis aqui do mercado, de 20, 30 anos, mesmo na pandemia, mantiveram contato com a gente e se adequaram a essa nova forma e oportunidade de compra. Com a reabertura do mercado e do comércio, o movimento cresceu bastante, o cliente que já era assíduo voltou com mais disponibilidade de compra e tem sido bastante gratificante para gente”, afirmou Roberlant Ivo, gerente da Natureza e Cia.

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