Publicado em 04/02/2026 às 17h03.

Após cobranças de associação, Bruno Reis garante rigor no ordenamento de ambulantes no Carnaval

Amabarra denunciou pichações e vandalismo ao longo do circuito Dodô; prefeito afirma que marcações 'não valem nada'

Otávio Queiroz
Foto: Reprodução/Instagram

 

A poucos dias do início do Carnaval de Salvador, a Associação de Moradores e Amigos da Barra (Amabarra) denunciou o que chamou de “problemas básicos de organização” ao longo do Circuito Dodô. Em postagem publicada nas redes sociais, a organização denunciou marcas de pichação feitas por ambulantes que usam do artifício para tentar demarcar áreas de trabalho.

Na publicação, a associação criticou a falta de fiscalização e destacou que o problema acontece anualmente às vésperas da folia. “A cena se repete ano após ano. Mesmo diante de um evento que movimenta milhões de reais e atrai turistas, os organizadores não conseguem, ou não priorizam, soluções simples para a organização do comércio informal”, diz o texto.

A postagem ainda chama a atenção para o impacto da prática, que é considerada crime, causado na valorização do espaço público. “A ausência de alternativas revela mais do que descuido: expõe a falta de compromisso e competência com a conservação urbana”, critica.

Prefeito ressalta trabalho em prol dos ambulantes

Questionado na manhã desta segunda-feira (4) sobre as tentativas de marcar espaço por parte dos ambulantes, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que a Prefeitura trabalha no ordenamento dos trabalhadores e que eles são selecionados de acordo com regras claras que definem quem vai atuar em cada circuito.

Ainda segundo o gestor, a definição dos pontos de trabalho para os ambulantes seguem critérios objetivos que foram negociados com antecedência. “Não vale nada [as pichações]. Há um critério hoje de classificação. Critérios objetivos que foram negociados com os órgãos de controle”, afirmou Reis, durante o anúncio oficial da programação do Carnaval de Salvador.

Reis ainda ressaltou que a prática, comumente adotada por ambulantes a cada ano, além de não garantir a vaga, gera custos para o poder público. “Isso só faz a prefeitura ter que utilizar recursos públicos para apagar essas marcações”, concluiu.

Otávio Queiroz
Soteropolitano com 7 anos de experiência em comunicação e mídias digitais, incluindo rádio, revistas, sites e assessoria de imprensa. Aqui, eu falo sobre Cidades e Cotidiano.

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