Bruno critica sistema federal e diz que monitoramento da Codesal apontou volume inferior de chuvas
Cemaden informou que não faz previsão sobre índices pluviométricos, mas afirmou ter enviado alertas para adoção de plano de contingência

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou nesta quinta-feira (28) que o sistema de radar do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas) não foi capaz de prever o volume de chuvas que atingiu Salvador nos últimos dias. Segundo ele, satélites do Cemadec (Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil) apontaram que o índice pluviométrico seria inferior ao que causou uma série de transtornos na capital, incluindo o deslizamento de terra que matou um homem de 23 anos na Saramandaia.
As declarações do prefeito foram feitas em entrevista à TV Bahia, ocasião em que criticou o Cemaden, sistema do governo federal que monitora a ocorrência de desastres naturais em todo o país.
“Eu não tô transferindo responsabilidades. Agora, o Cemaden está sem radar. Nossos satélites apontaram que a chuva no sábado seria 60 milímetros, a de domingo, 40 milímetros; 20 [milímetros] segunda; 20 [milímetros] terça; e 20 [milímetros], quarta. Porque a gente está sem radar. O governo do Estado, o governo federal […] Eu não estou culpando ninguém”, disse Bruno.
Procurado pelo bahia.ba, o Cemaden informou que não faz previsões sobre volume de chuva, mas confirmou que o radar meteorológico está momentaneamente inoperante por “falta de recursos”.
O orgão disse ser responsável pelo envio de alertas de desastres focando em processos hidrológicos e de movimentos de massa, como casos de deslizamentos de terra, o que afirmou ter feito para que o município acionasse seu plano de contigência (ĺeia a nota mais abaixo).
Na entrevista, Bruno Reis também citou dado do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) que indicou um nível pluviométrico recorde em novembro.
“Essa foi a smaior chuva desde o ano de 1961. De sábado para cá, houve regiões da cidade que chegaram a 500 milímetros de chuva. Sempre quando a gente tem muita chuva em pouco tempo, não só Salvador, toda cidade do mundo tem dificuldade de resistir.”
O prefeito voltou a afirmar que sua gestão tem feito investimentos contínuos para enfrentamento dos período chuvosos, como obras de proteção de áreas de risco, urbanização e macrodrenagem.
Leia abaixo a íntegra da nota do Cemaden:
“As afirmações do prefeito de Salvador (BA), Sr. Bruno Reis, surpreendem, uma vez que o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN)/MCTI não faz previsões de volume de chuva, o que leva a pensar que o Centro possa ter sido confundido com algum órgão de meteorologia.
O CEMADEN, monitora 24 horas por dia, 365 dias no ano e, quando necessário, envia alertas de desastres focando em processos hidrológicos e de movimentos de massa (deslizamentos de terra). No caso em questão, o alerta do CEMADEN foi enviado com nível Moderado no dia 23 de novembro. Na terça-feira, 26, às 12h21 (horário de Brasília), o alerta teve seu nível aumentado para Alto, este utilizado quando a probabilidade do evento (ou seja, a ocorrência de alagamentos e/ou deslizamentos de terra) se torna alta, assim com impacto potencial para a população.
Este nível de alerta recomenda o acionamento do plano de contingência do município, que é o responsável final pelas ações de preparação e mitigação do eventual desastre. Ainda, às 08h47 do dia 27 de novembro, o alerta foi elevado para nível Muito Alto, máximo nível da escala, destinado apenas aos casos mais graves.
Em relação ao radar meteorológico do CEMADEN localizado na cidade de Salvador (BA), este realmente se encontra inoperante momentaneamente, devido à falta de recursos para manter a estrutura física (rede de energia, internet, ar condicionado etc.).
Esse equipamento é de grande utilidade para detectar a precipitação que se desloca desde o oceano em direção ao continente, permitindo fazer uma previsão para um prazo de 1-2 horas. Contudo, a indisponibilidade do radar não impossibilitou o envio adequado dos alertas correspondentes, uma vez que o CEMADEN utiliza diversas fontes de informação, como dados de pluviômetros automáticos (próprios e de parceiros), estações geotécnicas, estações fluviométricas, imagens e estimativas de chuva por satélite, descargas elétricas etc.”
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