Publicado em 08/04/2026 às 18h53.

Câmara de Salvador debate crise e avanços na saúde durante sessão

Discussão expôs divergências entre vereadores da base governista e da oposição

Redação
Foto: Antonio Queirós

 

O debate sobre a situação da saúde em Salvador expôs divergências entre vereadores da base governista e da oposição durante sessão ordinária da Câmara Municipal realizada nesta quarta-feira (8), um dia após o Dia Mundial da Saúde.

Parlamentares da oposição concentraram críticas no que classificam como piora no acesso aos serviços e queda de desempenho da capital em rankings nacionais. Já aliados da gestão municipal destacaram investimentos recentes, ampliação de serviços e obras em andamento, como a Maternidade e Hospital da Criança (MHC) Deputado Alan Sanches, prevista para ser entregue ainda no primeiro semestre.

A vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou que há um descompasso entre o discurso de cuidado e a realidade enfrentada pela população. “é grave falar em cuidado quando o acesso à saúde está comprometido”. Segundo ela, Salvador perdeu posições no ranking de competitividade em 2025, passando a ocupar a 338ª colocação após queda de 32 posições.

A parlamentar também citou problemas recorrentes na rede básica. “Essa situação precária é percebida diariamente nas unidades básicas de saúde, nos atendimentos e nas denúncias recebidas, como a situação da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Boa Vista de São Caetano, cuja representante expôs o problema na Tribuna Popular desta Casa”, declarou. Para Marta, falhas em indicadores como cobertura vacinal e atenção primária refletem um cenário mais amplo. “As consequências do modelo atual incluem baixa prevenção, avanço de doenças evitáveis, desigualdade territorial no atendimento e a população aguardando um cuidado que não chega”, afirmou.

No mesmo sentido, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) apontou problemas estruturais no sistema municipal. “Sendo a prestação direta responsabilidade do município, que recebe recursos suficientes. Mas, o que existe são problemas graves como superlotação de unidades, desvalorização dos profissionais, falta de medicamentos e de profissionais para atender à demanda imposta à população pobre da cidade”, disse, ao defender a convocação do secretário municipal de Saúde para prestar esclarecimentos.

Pela base governista, a vereadora Débora Santana (PSDB) defendeu as ações da prefeitura e citou avanços recentes na rede. “Foram implantados recursos para doenças, ampliada a testagem de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) nos bairros e instituídos postos de saúde da família. Houve a realização de milhares de cirurgias eletivas, reforma do Multicentro de Saúde e implantação de programa de atenção domiciliar. Ou seja, a gestão vem trabalhando para melhorar a saúde de Salvador, reforçando o quadro de profissionais com a criação de concursos previstos para 2026, com destaque ainda para investimentos em equipamentos, como a entrega recente de novas ambulâncias, e a valorização do atendimento básico. Mas, essa não é uma obrigação apenas da gestão municipal”, frisou.

Durante a sessão, o presidente da Casa, Carlos Muniz (PSDB), afirmou que pretende organizar, na próxima semana, uma agenda com vereadores da oposição para apresentação de demandas e propostas relacionadas à saúde.

Já o vereador Claudio Tinoco (União Brasil) utilizou como exemplo de avanço a construção da Maternidade e Hospital da Criança, ressaltando o estágio final da obra e o impacto esperado. Segundo ele, a unidade “será inaugurada o mais breve possível, revolucionando a saúde e a vida de milhares de soteropolitanos”.

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