Publicado em 02/07/2018 às 19h00.

Cientistas e professores baianos lançam manifesto em defesa da ciência

Assinaram o documento representantes das principais instituições acadêmicas e de pesquisa da Bahia, a exemplo da Ufba, Uneb, Uesc, UFRB, Uesb, Uesf, Ufob e Instituto Fiocruz

Redação
Foto: Reprodução
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Pesquisadores, professores e estudantes ligados à ciência e a tecnologia lançaram na manhã desta segunda-feira, durante os festejos pelo Dois de Julho, um manifesto em defesa de um maior apoio para as atividades científicas no país, particularmente na Bahia.

A manifestação ocorreu antes do início do cortejo pela Independência da Bahia e reuniu representantes das principais instituições acadêmicas e de pesquisa da Bahia, a exemplo da Ufba, Uneb, Uesc, UFRB, Uesb, Uesf, Ufob, Instituto Fiocruz/BA, além da Academia de Letras da Bahia, Academia de Medicina e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

O manifesto, liderado pela Academia de Ciências da Bahia, enfatiza a situação de total desestímulo às atividades cientificas no País e conclui com um alerta: “Nosso objetivo é, além de despertar na consciência da população o valor da ciência, da educação e da cultura, sobretudo alertar os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário sobre a necessidade de dar um fim à lamentável situação de penúria orçamentaria que aflige esses setores em nosso país. Investir neles hoje é nossa única garantia de futuro!”.

A falta de apoio à ciência no Brasil chegou a uma situação dramática, como argumenta o presidente da Academia de Ciências da Bahia, Jailson Andrade, observando que a mobilização da sociedade se faz necessária como forma de chamar a atenção para o problema, levando o governo a recompor o orçamento reduzido.

Presença na Lapinha – A participação da Academia de Ciências da Bahia e entidades apoiadoras a favor da ciência ocorreu às 7 horas do dia 2 de Julho, no Largo da Lapinha, próximo ao Coreto, exatamente onde tradicionalmente ocorre a concentração para a saída do desfile. Neste momento foi lançado o manifesto “ Em Defesa da Ciência”, assinado por diversas instituições. O objetivo, segundo  Jailson Andrade, foi ressaltar a importância da ciência para a sociedade e pontuar que “ trata-se de uma atividade complexa e que não pode ser descontinuada. Requer, entre outros fatores, planejamento e financiamento adequados e de longo prazo”. Segundo ele, há pelo menos cinco anos o setor vem sofrendo cortes orçamentários significativos e que comprometem o seu futuro no Brasil.