Publicado em 14/10/2019 às 20h00.

Dia das Crianças: shoppings deixaram de vender mais de R$ 10 milhões

Empreendimentos ficaram fechados durante a data comemorativa devido a impasse entre lojistas e comerciários, que se arrasta desde o ano passado

Rayllanna Lima
Foto: Rayllanna Lima/bahia.ba
Foto: Rayllanna Lima/bahia.ba

 

O Dia das Crianças foi de prejuízo para o comércio baiano, visto que muitos estabelecimentos passaram o feriado com as portas fechadas. Segundo informou ao bahia.ba o coordenador regional da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Edson Piaggio, os shoppings deixaram de lucrar mais de R$ 10 milhões na data comemorativa.

“Não temos como mensurar o prejuízo, mas deixamos de vender R$ 10 milhões. Essa é uma perda quase que total, porque tradicionalmente ou se compra o presente antes ou se compra no dia. Não se deixa para comprar o presente das crianças depois. E não foi amplamente divulgado para a população que [os shoppings] estariam fechados. As pessoas acabaram buscando outras opções para comprar e substituir o presente. O que vamos recuperar desse feriado de estabelecimentos fechados é quase nada”, afirmou Piaggio.

Os estabelecimentos comerciais, dentro ou fora dos shoppings, estão impedidos de funcionar aos feriados devido a um impasse evolvendo os lojistas e os comerciários da Bahia, que até o momento não chegaram a um acordo sobre a nova Convenção Coletiva de Trabalho.

Em entrevista ao bahia.ba, o presidente do Sindilojas (Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia), Paulo Motta, sinalizou que as partes não deverão firmar acordo este ano.

“Eles [comerciários] querem conquistar vantagens financeiras que o comércio não tem condições de suportar. Tivemos uma reunião semana passada, fazendo um esforço muito grande para tentar viabilizar a abertura das lojas nos feriados, nesse Dia das Crianças, mas eles foram muito resistentes e não aceitaram as propostas. Agora a coisa ficou muito complicada, porque os feriados importantes passaram. Nosso prejuízo foi grande. Não temos mais interesse”, disse Motta.