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Publicado em 04/01/2026 às 18h59.

DJ denuncia homofobia e agressão em bar do Rio Vermelho; estabelecimento nega

Caso é investigado pela Polícia Civil e versões conflitantes são apresentadas pelas partes

Edgar Luz
Foto: Reprodução/Redes Sociais @showbar.salvador

 

O DJ e produtor cultural Jamil Godinho, de 31 anos, registrou uma denúncia por homofobia e agressão após um episódio ocorrido na noite do último sábado (3), em um bar localizado no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. O caso teria acontecido dentro do Show Bar e é apurado pela Polícia Civil.

Segundo Jamil, a confusão começou quando ele tentou conversar com o proprietário do estabelecimento. De acordo com o relato, o empresário teria reagido de forma hostil:

“Ele começou a me destratar e perguntar quem eu era. Ele me chamou de viadinho, e o segurança dele me impediu de entrar para buscar meus equipamentos, me dando um soco no tórax”, afirmou.

Após o ocorrido, o DJ publicou imagens nas redes sociais mostrando um hematoma no tórax e o celular quebrado. “Jogaram meu celular no chão quando comecei a filmar”, completou.

 

A Polícia Civil confirmou que o caso foi registrado como denúncia de lesão corporal e crime de discriminação. “De acordo com a ocorrência, a vítima, um produtor cultural de 31 anos, relatou que teve um desentendimento com o proprietário do estabelecimento, que teria proferido palavras preconceituosas. Ainda conforme o registro, durante a confusão, um segurança do local desferiu um soco contra o homem”, informou, em nota.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram momentos após a suposta agressão. Em uma das gravações, feitas do lado de fora do bar, é possível ouvir Jamil dizendo: “A porra do segurança me deu um murro”. Em outro registro, ele aparece discutindo com um homem que seria o segurança envolvido, que afirma ter sido empurrado antes da agressão.

 

Após o episódio, Jamil também divulgou uma lista de nove apresentações que, segundo ele, não teriam sido pagas pelo estabelecimento, realizadas entre os dias 10 de dezembro e 3 de janeiro. O produtor não detalhou se a confusão teve relação direta com a suposta falta de pagamento dos cachês.

Procurado pela reportagem do Bahia.ba, o Show Bar negou as acusações:

“O Show Bar reafirma seu compromisso com o respeito, a inclusão e a diversidade. Os fatos ocorridos ontem já foram devidamente apurados com base em registros internos e depoimentos, e não correspondem às alegações divulgadas. Não houve qualquer conduta discriminatória ou ato de agressão por parte de nossa equipe”, afirmou o estabelecimento.

Ainda segundo o comunicado, o bar “repudia veementemente as difamações e informamos que as medidas jurídicas cabíveis serão adotadas. Permanecemos à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos necessários”.

Este não é o primeiro episódio de violência associado ao local. Em julho do ano passado, um policial militar efetuou disparos no bar após, supostamente, se envolver em uma confusão depois de uma tentativa de paquera.

Edgar Luz
Jornalista, apaixonado por comunicação e cultura, pós-graduando em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Atualmente integra as redações do Bahia.ba e do BNews, escrevendo principalmente sobre entretenimento, mas transitando também por outras editorias. Com passagens pelos portais Salvador Entretenimento e Voz da Cidade, tem experiência em reportagem, assessoria e Social Media.

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